Pedrina de Deus escreve sobre o 25 DE JULHO. DIA DA MULHER NEGRA LATINO- AMERICANA E CARIBENHA.


 

25 DE JULHO.
DIA DA MULHER NEGRA LATINO- AMERICANA E CARIBENHA.

Pedrina de Deus

Pedrina de Deus

por Pedrina de Deus

O 25 DE JULHO é uma data para estimular a reflexão da situação específica de exploração da mulher negra na America Latina e Caribe. Toda busca de um caminho de mudanças inclui conhecer a história e aprofundar a reflexão libertadora sobre a opressão cultural, social, política e econômica, para não se chegar a práticas frágeis e discursivas que só rompem com a dependência material e extrínseca. Um segmento particular do contingente de oprimidos chegou ao final do século XX carregando o peso milenar da exploração: AS MULHERES NEGRAS.

A América Latina é formada por 21 países do continente americano que falam espanhol, português, francês e idiomas derivados do latim, além de 11 territórios e dos países do Caribe. O continente integra o contexto cultural que se convencionou chamar America Latina em conseqüência da expressão usada por Michel Chevalier em 1836 para designar uma área geográfica vítima da mesma degradação econômica e social em detrimento da sua história, cultura e identidade.
Esgotada a exploração do ouro das civilizações pré-colombianas, do pau-brasil, da cana de açúcar, da borracha, do cacau, do café, etc. que transformaram o mediterrâneo em canal de saída de riquezas e entrada de escravidão na América Latina e Caribe, as elites dominantes e seus descendentes passaram a extrair riqueza do trabalho humano com mais intensidade. Um segmento particular desse contingente chegou ao final do século XX carregando o peso milenar da exploração: AS MULHERES NEGRAS.

Os regimes de exploração econômica e social são ainda mais brutais com as MULHERES NEGRAS. Alvo fácil da ideologia de inferioridade racial e sexual, amontoadas em periferias urbanas, convivendo na extrema pobreza com má nutrição, violência doméstica e sexual, educação com valores machistas e natalidade em condições precárias, a maioria dessas mulheres perde a capacidade de reação, o que significa seqüelas gravíssimas para o futuro das novas gerações e o futuro de seus respectivos países.

Educação escassa, saúde fragilizada, trabalho quase inexistente, biotipo inferiorizado e com seu papel social considerado de pouca importância, a maioria delas chega a primeira década do Século XXI cada vez mais abandonada e com poucas possibilidades de reação, pois o fardo de uma economia perversa recai sobre elas de maneira esmagadora. O resultado para a MULHER NEGRA LATINO-AMERICANA E CARIBENHA é uma extrema pobreza associada à escassez de educação e saúde gerando um ciclo de subserviência que parece não ter fim, mesmo com as lutas de libertação e emancipação de seus povos.

Este fato foi denunciado em 25 DE JULHO DE 1992 no 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino Americanas e Afro-Caribenhas realizado em Santo Domingos, República Dominicana. A data foi então definida como o MARCO INTERNACIONAL DA LUTA E RESISTÊNCIA DA MULHER NEGRA contra a falta de oportunidades e direitos fundamentais. O 25 de julho é importante para a MULHER NEGRA porque significa visibilidade e uma possibilidade de resposta das mulheres (que são a base de sustentação do desenvolvimento) ao massacre étnic

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