“Só foi condenado porque é preto, pobre e favelado’”, diz mãe de menor acusado de morte na Lagoa. EXISTIRIA NO RIO DE JANEIRO UM “TRIBUNAL ESPECIAL” EM QUE BASTA TER NASCIDO PRETO E POBRE PARA SER CONDENADO?


SERÁ QUE É MAIS UM CASO RAFAEL BRAGA? EM QUE A JUSTIÇA CARIOCA CONDENA ALGUÉM POR SUA FOLHA CORRIDA E NÃO POR UM CRIME QUE TERIA COMETIDO E QUE NÃO FOI PROVADO.

EXISTIRIA NO RIO DE JANEIRO UM “TIBUNAL ESPECIAL” EM QUE BASTA TER NASCIDO PRETO E POBRE PARA SER CONDENADO? #mamapress

Deu no Globo Extra

‘Só foi condenado porque é preto, pobre e favelado’, diz mãe de menor acusado de morte na Lagoa

Menos de 24 horas depois de saber que o filho mais novo, de 16 anos, poderá ficar até três anos internado pela morte do médico Jaime Gold, a catadora de latinhas, de 55, diz ainda estar “chocada” com a sentença. X., o primeiro adolescente apreendido acusado de participação no crime, foi condenado pela juíza Michelle de Gouvea Pestana Sampaio, da Vara da Infância e da Juventude, na última segunda-feira. Em entrevista ao EXTRA, a mãe do jovem critica o desfecho do caso.

– No dia da morte do médico, meu filho estava em casa. Cheguei a dar R$ 2 para ele ir brincar no videogame. Jogaram nas costas dele um crime bárbaro porque precisavam dar uma resposta para a sociedade – revolta-se.

Para a catadora, o filho foi “vítima de uma injustiça muito grande”:

– Ele só foi (condenado) porque é preto, pobre e favelado. Ainda estou chocada, não esperava isso. Moro na comunidade há mais de 20 anos e já vi isso acontecer com outras mães. Mas vou continuar lutando, não vou desistir dele nunca.

A mãe do menor está esperançosa
A mãe do menor está esperançosa Foto: Marcelo Theobald / Extra

Advogado de X., Djefferson Amadeus informou que irá recorrer da condenação do adolescente, pedir a sua absolvição e também a anulação de todo o processo. Segundo ele, há “diversos elementos nos autos do processo que comprovam a inocência” do jovem.

— A testemunha (que reconheceu X.) disse que viu o que aconteceu porque não passavam carros no momento para atrapalhar a visão. Mas, as câmeras mostram que havia veículos passando naquela hora. Vamos recorrer porque acreditamos que o Tribunal de Justiça vai corrigir uma das maiores injustiças já feitas — explicou o advogado, que ainda não teve acesso a sentença.

Dois dos três menores acusados de participar da morte de Jaime Gold aparecem juntos numa foto em uma piscina
Dois dos três menores acusados de participar da morte de Jaime Gold aparecem juntos numa foto em uma piscina Foto: Reprodução / reprodução

Z., o terceiro menor apreendido pelo latrocínio (roubo seguido de morte), também foi condenado a mesma medida socioeducativa. O defensor público Fábio Schwartz, que assiste o rapaz, também irá recorrer da decisão da magistrada:

— Há muitas dúvidas que devem pender a favor do adolescente. A confissão não se harmoniza com as provas dos autos. Testemunhas no local teriam indicado que o roubo teria sido praticado por um negro e um branco. Logo, se a testmunha que compareceu na delegacia reconheceu um negro, os outros dois deveriam ser inocentados. Além disso, o segundo menor apreendido disse que confessara participação sob ameaça do tráfico, então ela não foi espontânea. E também os delegados disseram ter convicção da participação do primeiro e do segundo apreendidos.

Y., o segundo adolescente apreendido por agentes da Divisão de Homicídios (DH) foi absolvido.

Leia o original: Extra
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