Sequestro racista, eugênico e xenófobo de filha de haitiana no Rio Grande do Sul


Atenção amigos e amigas do SOS Racismo Brasil que sejam advogados no Rio Grande do Sul.
Minha amiga Ranúsia Dos Santos Barboza, me alertou para um evento criminal, que eu só tinha conhecimento de acontecer contra mulheres migrantes na Europa, oriundas da América Latina e da África, O Alto Comissariado para Refugiados da ONU precisa cuidar deste caso:
O SEQUESTRO PARA ADOÇÃO
Se trata de uma prática que foi utilizada originalmente na Suìça a partir do século XIX, quando pessoas com dinheiro recebiam do juizado de menores local crianças de mães solteiras e as transformavam em verdadeiras escravas de suas fazendas.
Esta prática passou a ser adotada pelas ligas eugênicas da Suiça, à partir da década de 30 contra as crianças das minorias, principalmente contra os povos nômades, Sinti e Roma ( conhecidos popularmente como Povos Ciganos); As crianças eram sequestradas com ordem de juízes para que recebessem de famílias suíças uma educação que as livrassem das “patologias” dos povos ciganos. Esta prática durou até o final dos anos 70, quando foi denunciado por uma menina que reencontrou seus pais 2 décadas depois;
Ainda é prática dos juizados de menores na Alemanha, na Suiça, na Itália e na Europa em geral, retirar os filhos das mães migrantes, quando alguém da família do ex-marido, ex-namorado ou da casa em que ela vivia como doméstica e entregá-las para adoção contra a vontade da mãe.
No Rio Grande do Sul está acontecendo um caso grave com uma haitiana migrante que corre o risco de perder sua filha, através dos mesmo argumentos com os quais tantas mães brasileiras já perderam a guarda de seus filhos na Europa.
Ranusia nos relata:
“Uma mulher haitiana paga um casal para cuidar de sua filha enquanto trabalha, é proibida de ver a filha e em seguida perde a guarda da criança para o casal por suposto ‘abandono’.
Se nós nativos nos inibimos diante do judiciário, imagina uma mulher imigrante: por mais que se conheça a língua, sempre se tem o deficit dos seus ‘tons’, ainda mais numa língua tão viva como a nossa, que a cada dia inventa palavras e significados.
Muita atenção e cuidado com essa mulher, que é imigrante e certamente negra.

Saiba mais sobre o caso que saiu em matéria na Folha de São Paulo:

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/03/1601097-haitiana-e-casal-brasileiro-disputam-guarda-de-crianca-no-rs.shtml

 

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4 pensamentos sobre “Sequestro racista, eugênico e xenófobo de filha de haitiana no Rio Grande do Sul

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