Num só dia,15 mil pessoas na Mamapress contra racismo no Facebook


Página "Eu não mereço mulher preta"

Página “Eu não mereço mulher preta”

por marcos romão

Mamapress.org é um blog da Rede Radio Mamaterra.
Somos antirracistas e participamos de uma rede mundial de brasileiros e amigos do Brasil.
O Brasil era uma Ilha de ignorância Internacional até a queda do Muro de Berlim que dividia o mundo em dois blocos de falácia até 1989.
Na área de informações e produção de cultura acadêmica e jornalística éramos dominados no Brasil por doutores especializados em lígua javanesa.
O Brasil “sociológico” era todo explicado através dos canônes europeus neocolonizados. Só se escrevia sobre a pespectiva do andar de cima. Embaixo eram masssas, povo amorfo e sem cor no balde branco da ilusão dos frustrados em não alcançarem a intelectualidade da Europa.
Nos vendiam ilusões à esquerda e à direita ao formularem  teorias da existência de Brasil branco, masculino e desenvolvimentista numa direção, em que o “resto” ou adaptava-se, assimilava-se ou morria.
Saber javanês é uma alegoria sobre a intelectualidade brasileira, feita por Lima Barreto em seu conto, “O Homem que sabia javanês”.
Um intelectual frustrado e desempregado lê um anúncio no jornal em que se procura um professor de javanês. Apresenta-se ao emprego, não sem antes passar pelo Arquivo Nacional e pesquisar um pouco sobre a língua de Java, para ter um início de conversa com o aluno doutor Manuel Feliciano Soares Albernaz, Barão de Jacuecanga
Com bons contatos no palácio, o Barão de Jacuecanga, tratou de apresentar a sumidade a diplomatas e ao presidente, fazendo do intelectual desempregado um herói nacional, com o cargo de Consul em Havana e por uma falha burocrática especialista em Tupi-Guarani em congressos internacionais nas Oropas, Franças e Bahias.
Hoje em dia qualquer garota ou garoto com um smartphone nos dedos, vira de um dia para o outro, Doutor em Linguagem Java, bastando saber copiar e colar em PDF, a linguagem universal embutida nas trocas de conhecimento nas redes sociais.

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Bom de tudo isto é que centenas de livros copidescados pelos nossos intelectuais mestres em javanês, podem ser hoje checados com uma pequena guglada. De jeito que muito intelectual de algibeira ficou mudo e não nos atrapalham mais com suas traduções malfeitas do que corre pelo mundo e insistência em nos chamar de “morenos”.
Muita besteira rola, está mais que claro, mas o besteirol rola de foma mais democrática e debaixo para cima também.
Por isso estamos aí nas redes sociais, onde tudo que vem, volta à cavalo, e mesmo com hoax, boatos, e mentiras deslavadas dos donos do mundo, a verdade acaba aparecendo e nem KGB, Cia,Mossad, Abin e congêneres escapam do olhar certeiro de hackeiros de ocasião que pululam na internet.
Cidadania e dignidade está virando moda. Isto é muito bom;
Mulheres com véus do Afeganistão se juntam a mulheres sem véus nas favelas do Brasil para combaterem o racismo, o sexismo e a morte de seus filhos por forças repressoras.
Indios brasileiros sentam-se juntos com ciganos suiços, negros alemães e cooptas egípcios para exigirem reparação pelo trabalho escravo e perseguições que sofreram pelo poder comecial europeu espalhado pelo mundo e com suas cabeças de ponte nos governos locais.
Minha vizinha descobre que não deve mais apanhar do seu marido nem ser estuprada, ao ler na rede que uma mulher se revoltou na Índia e castrou seu algoz.
Cada um pode virar um cada um com palavra e opinião.
Está confuso, isto está, mas tem mais gente podendo expressar o que pensa, e o século XXI  inaugura-se a era dos “sem pai nem mãe”, estado e regimes autoritários e manipuladores de opinião.
A cobra tá fumando e até o poderoso Facebook descobre que rede social é bumerangue e que o poder além de não ser eterno. só funciona com a aquiescência do cliente cidadão.
No Brasil cidadania?
Ah, sim, cidadania no Brasil, como é que fica?
Aqui a rede de dominação e alienação de nós todos começa com o poder das milícias em cada esquina. Máquina montada na ditadura e aperfeiçoada devido à nossa omissão politica-cidadã desde 1989, é mais visível quanto mais nos aproximamos dos bairros periféricos e pobres. É uma máquina que tem poder sobre a vida e morte de cada cidadão.
Numa escala de 12 a 0 em que a chance de vida se apresenta decrescente, se observarmos do centro para a periferia, a única chance de sobrevida para os habitantes das periferia “zero de chances”, está nas redes sociais, que por coincidência esquerda e direita no Brasil buscam cada vez assumir o controle e permitem que se tornem cada vez mais caras em seus bits transmitidos por meia dúzia de operadoras cartelizadas.
Pisar no pé de um cidadão me Ipanema, ganha assim mais repercussão que 12 assassinatos por forças policiais nas Cabulas Periféricas de nosso país.
No Brasil é mais perigoso falar do que acontece na nossa esquina do que do sexo dos anjos no Pentágono.
A Mamapress, e a Rede Mamaterra, só existe porque existe rede, só existe porque existem milhões de cidadãos que não dão o braço a torcer pelo mundo afora.
Não somos ninguém, somos todos os que se indignam. Por isso somos.
É incrível como lutar pela sua própria humanidade seja a atitude mais antiegoísta e antiegocêntrica que conhecemos.
Quem conquista sua humanidade, se oprime o outro, perde esta humanidade. Coisa mais simples, né? Humanidade só cresce e existe quando se compartilha.
Para isto estamos no mundo, apesar de terem poderosos que assim não acham.
Que bom que muito mais gente já está aprendendo a falar javanês;

O homem_que_sabia_javanês_e_outros_contos

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