Tiros, pássaros na Garganta


SAM_0913-passarosGarganta é como é conhecida a antiga passagem dos bairros da cidade da zona sul de Niterói para as praias da região oceânica, Piratininga, Itaipu e Itacoatiara.
É uma garganta geográfica que sai do vale do Viradouro habitada desde 1888 por uma população predominante negra.
De barracos construíram suas casas da estrada serpenteada que chega ao Largo da Batalha. Esta população se espraia hoje pelos bairros de montanhas e gargantas de Ititioca, Badu, Cantagalo, Maceió, Cachoeiras, Sapê e Viradouro.
É uma população que vive entre os dois pólos com maiores índices de riqueza da cidade, a antiga zona sul, e a nova “cidade em que se transformaram os terrenos ao longo das estradas para as praias, é uma região em que os antigos pescadores e pequenos agricultores, foram expulsos pelo boom imobiliário, estimulado pelo exôdo e fuga de “cariocas abastados” da violência no município de Rio de Janeiro, que se estabeleceram na região.
Conta a tradição, que onde dinheiro vai, a turma que gosta do alheio vai atrás. Juntou então o olho grande, à pressão que a política de repressão no município provocou, e temos hoje nesta região a migração do crime.
Hoje 13 de janeiro de 2015, morador da região obrigado a ir para oi trabalho, teve que caminhar até 10 quilômetros a pé. Estão acostumados. Lamentavelmente acostumados. São as principais vítimas e reféns da política de enfrentamento com armas e violência, que está provada não dá certo. Política de enxugar gelo, como afirmam policiais críticos.


Abaixo informações históricas e lendárias da wikipédia sobre a região:
Largo da Batalha é um bairro da cidade de Niterói1 pertencente à Região Administrativa de Pendotiba.

O Largo da Batalha, porta de entrada da Região de Pendotiba, limita-se com Ititioca, Badu, Cantagalo, Maceió, Cachoeiras, Sapê e Viradouro. O nome do bairro, segundo depoimentos, sugere embates ocorridos no local em virtude de sua posição estratégica. Tal suposição deve-se ao fato de ter sido encontrado em local próximo (vacaria/badu) um canhão que, posteriormemte (anos 40) foi retirado pelo Exército Brasileiro. Diz outra lenda que a localidade era o ponto preferido do índio Araribóia para se refugiar dos embates com os franceses, invasores da Baía de Guanabara. Uma terceira versão atribui o nome do bairro a grandes ” batalhas ” de folia, resultantes do encontro de diversos blocos carnavalescos. O Largo da Batalha sedia atualmente três escolas de samba, fato que reforça essa hipótese.

Por sua posição geográfica, entroncamento natural de vários caminhos, O Largo da Batalha era passagem obrigatória para o escoamento da produção agrícola das fazendas do Engenho do Mato, de Piratininga e outras, passando pela antiga estrada da Garganta até chegar ao Centro – onde finalmente era distribuída.

Atualmente, a população concentra-se nas localidades de Igrejinha, parte do Morro do Atalaia, Morro do Caranguejo, parte do Monan Grande, na Pedra Branca e no Castelinho, que reunidas formam o Largo da Batalha. Nestas áreas, as residências apresentam padrão construtivo oscilando entre baixo e precário (PMN/SUMA) e que, muitas vezes, se apresentam numa disposição de aglomeração, o que traduz o nível sócio-econômico dos moradores do bairro. Entretanto, coexistem alguns condomínios de classe média e várias casas de alto padrão construtivo.
Ititioca, Badu, Cantagalo, Maceió, Cachoeiras, Sapê e Viradouro.

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