É PROIBIDO FALAR DE RACISMO NO CEARÁ. DECRETA O JORNAL O POVO DE FORTALEZA EM EDITORIAL: É UM DURO GOLPE CONTRA O TURISMO NO ESTADO, ALEGAM.


Pedra Furada

Pedra Furada

EDITORIAL
Nós  Mamapress e do Sos Racismo Brasil, temos alertado sobre a crescente onda editorial dos grandes jornais,  que tenta esconder o racismo institucional brasileiro, sobretudo contra mulheres e jovens negras e negros. A violência cotidiana contra as mulheres negras, e os mais de 700 negros jovens assassinados por mês em todo o Brasil, só merecem pé de página nas seções policiais dos jornais.
O editorial deselegante e cínico do Jornal o povo, afirma que, só por “Mirian é negra”, despertou-se um o clamor público. Quando pelo contrário foi a forma como a delegada procedeu e procede no tratamento da farmacêutica Mirian França, a chamando de “mentirosa” todo o tempo, que provocou a indignação da sociedade.

Ora a insistência do movimento negro e da sociedade brasileira para que Mirian responda em liberdade, as acusações que porventura existirem, é justamente pelo fato dela sendo negra, jovem e mulher, nem a delegada, nem o juiz, levaram em conta seus antecedentes e a jogaram em uma prisão comum, sem acesso a advogadas ou contato familiar, até que suas amigas do Rio se dispusessem  para irem  à Fortaleza e gritarem por socorro, procurando a defensoria pública.
Fato é que, se até agora não houve nenhuma mobilização nacional e internacional, para socorrer juridicamente uma turista branca brasileira ou estrangeira, é porque nunca ninguém que conheçamos tomou conhecimento de que esta arbitrariedade tenha sido cometido contra algumas delas, que todos anos vão aos milhares ao Ceará e não são jogadas nas prisões, só porque uma delegada acha.
Fato é que Mirian França é uma turista negra e não uma turista branca.

Valdicéia com as mãos no rosto ao ouvir do vereador João Alfredo do Ceará. que sua filha estava bem

Valdicéia com as mãos no rosto ao ouvir do vereador João Alfredo do Ceará. que sua filha estava bem

Não é só sua mãe que pensa, o que ela em um desabafo para a imprensa expressou: “Minha filha foi presa e acusada porque é negra”. Toda a sociedade está de orelha em pé com as entrevistas pouco profissionais, e eivadas de opiniões pessoais e evasivas, dadas pela delegada Patrícia Bezerra. Se não há racismo, o que é que se esconde então?
As suspeitas de um racismo corporativo para defender a indústria do turismo no Ceará apenas aumentam, quando lemos um editorial sibilino, que deseja jogar o racismo para debaixo do tapete, em um momento em que toda a sociedade quer a verdade e justiça para Mirian França e justiça para a memória de Gaia Molinari.
O movimento negro e a sociedade civil estão preocupados e condolentes com o destino trágico de duas jovens mulheres, uma negra e uma branca. Direitos humanos e direitos civis são para todas.
Este trágico episódio precisa ser esclarecido dentro do estado de direito.
Recebemos do Professor Alex Ratts o editorial com um curto comentário:

Editorial hipócrita e cínico do Jornal o Povo de Fortaleza em 07/01/2015.
“Mirian é negra. Este fato foi o suficiente para mobilizar um movimento pela libertação da carioca sob o seguinte argumento: a prisão teria se dado somente em função da cor da pele. Por esse raciocínio, se Miriam fosse branca nem o pedido de prisão e nem a decisão judicial que o acatou se efetivariam. Dessa forma, tanto a delegada quanto o juiz que acatou o pedido de prisão temporária seriam racistas.”

Leia o Editorial completo

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Um pensamento sobre “É PROIBIDO FALAR DE RACISMO NO CEARÁ. DECRETA O JORNAL O POVO DE FORTALEZA EM EDITORIAL: É UM DURO GOLPE CONTRA O TURISMO NO ESTADO, ALEGAM.

  1. O Estados Unidos da América do Norte, os negros deram a solução e os negros da América do Sul ainda não aprenderam, vamos para a rua, em todos os Estados, somos a maioria e impressionamos quando estamos brigando por direitos, socialmente estamos a passos de tartaruga e as soluções não aparecem, vamos a luta pessoal, políticos, músicos, atores, militares, garis, secretarias e trabalhadores em geral, esta passando da hora, a rua nos espera, Saudações “Quilombolas”

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