Cadê o Amarildo? Manifestação na Rocinha sobre o desaparecimento do pedreiro Amarildo.


Manifestação na Rocinha sobre o desaparecimento do pedreiro Amarildo. Cultne com imagens e edição de Filó Filho registrou a manifestação.

por Asfilofio de Oliveira

ACERVO CULTNE PRODUZIU ESTE VIDEO HÁ ALGUM TEMPO.. MAS POR MOTIVO DE FORÇA MAIOR.. NÃO PODE EXIBÍ-LO.

CHEGOU A HORA, VEJA NOSSO OLHAR.

cadê o amarildo

Amarildo Dias de Souza (Rio de Janeiro, 1965/1966) é um ajudante de pedreiro brasileiro que ficou conhecido nacionalmente por conta de seu desaparecimento, desde o dia 14 de julho de 2013, após ter sido detido por policiais militares e conduzido da porta de sua casa, na Favela da Rocinha, em direção a sede da Unidade de Polícia Pacificadora do bairro. Seu desaparecimento tornou-se símbolo de casos de abuso de autoridade e violência policial.1 Os principais suspeitos no desaparecimento de Amarildo são da própria polícia.

Morador desde que nasceu da favela na Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, Amarildo era o sétimo de 12 irmãos e filho de uma empregada doméstica e de um pescador.5 6 Analfabeto, só escrevia o próprio nome e começou a trabalhar aos 12 anos vendendo limão. Casado com a dona de casa Elizabeth Gomes da Silva e pai de seis filhos, com quem dividia um barraco de um único cômodo.5 Conhecido como “Boi”, trabalhava como pedreiro e fazia bicos na comunidade.

Entre os dias 13 e 14 de julho de 2013, uma operação batizada de Paz Armada mobilizou 300 policiais na Rocinha e prendeu suspeitos sem passagem pela polícia, logo depois de um arrastão ocorrido nas proximidades da favela, e de acordo com a polícia, 30 pessoas foram presas, entre elas Amarildo.5 6 Ele havia acabado de voltar de uma pescaria e foi detido e conduzido por policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha na noite do dia 14. Liberado após poucos minutos na delegacia após concluída a averiguação na UPP da Rocinha, desde então não se conhece o paradeiro do pedreiro. Dois dias depois, a família registrou o seu desaparecimento.

guarde este sêlo para quando amarildo chegar!

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Segundo a versão da polícia, os PMs teriam confundido Amarildo com um traficante de drogas com mandado de prisão expedido pela Justiça. A própria polícia ou traficantes da comunidade são os principais suspeitos do desaparecimento de Amarildo.

Na noite em que foi detido, duas câmeras diante da UPP tiveram problemas e o GPS dos carros de polícia estavam desligados. Responsável pelas duas câmeras da UPP, a Emive constatou que elas estavam queimadas e alegou que falhas são frequentes em redes elétricas instáveis. No entanto, das 84 câmeras na Rocinha, apenas as da UPP apresentaram problemas naquela noite.

A polícia civil foi informada de que um corpo tinha sido encontrado na comunidade da Rocinha e os agentes foram procurá-lo, mas constataram que não era de Amarildo.

O caso de Amarildo virou um símbolo de desaparecimentos não esclarecidos pela polícia.1 A campanha “Onde está o Amarildo?” foi iniciada nas redes sociais, especialmente pelo Facebook, com o apoio de movimentos como as Mães de Maio e da Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência. Foram organizados atos por moradores da Rocinha, contando com a participação da sociedade civil. A repercussão aumentou, artistas como MV Bill, Wagner Moura e Caetano Veloso manifestaram-se publicamente, assim como a Comissão da Verdade fluminense O desaparecimento também passou a ser conhecido internacionalmente, desde a Anistia Internacional ao Financial Times.

O governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral recebeu a família de Amarildo e prometeu “mobilizar todo o governo” para encontrá-lo. A família do pedreiro entrou no programa de proteção à testemunha.

Cultne é parceira da Rede Rádio Mamaterra e do Sos Racismo Brasil. Consideramos que a violência institucional e o racismo estrutural no Brasil só vai acabar,  quando mudarmos o nosso olhar. Quando o Brasil para de olher o negro, o indígena e o pobre como seus inimigos.

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