“As esquerdas não estão preparadas para aceitarem os negros como protagonistas”: Carlos Moore fala sobre agressão sofrida em seminário na UERJ


Em uma entrevista exclusiva ao CORREIO NAGÔ, Carlos Moore fala sobre a agressão que sofreu e suas ideias e pesquisas em relação ao tema.

A mamapress acompanhou as discussões decorridas após o conflito na UERJ e manisfestou à época, sua solidadariedade ao professor, ativista do movimento negro.

Consideramos que as esquerdas brasileiras, assim como toda a nossa sociedade, ainda estão espantadas com o surgimento de toda uma juventude negra bem preparada teoricamente, que a cada dia quebra mais tabus nos espaços brancos do Brasil.

A universidade ainda representa  o grande bastião do pensamento branco, colonial e europeu no Brasil. Felizmente como diz na entrevista o professor Moore, graças ao Movimento Negro do Brasil, setores brancos , mesmo que pequenos, passam a discutir eles mesmos as questões raciais.

Questões, raciais que ao ver do Movimento Negro, são questões nacionais e por isso mesmo encontram barreiras quando são discutidas, até com grupos que se consideram progressistas e revolucionários, mas que não aceitam o protagonismo do negro na sua própria luta de libertação.

Agradecemos ao Correio Nagô, colocar à disposição do público brasileiro esta conversa. Irá ajudar a muita gente a entender o racismo brasileiro e se quiser ajudar a combater este racismo. Marcos Romão

“O escritor cubano Carlos Moore é uma referência internacional no debate sobre o racismo na história. Exilado no Brasil há mais de 15 anos, o intelectual possui um papel de destaque nas ideias panafricanistas e da emancipação negra. Porém, no último dia 14 de outubro de 2014, o pesquisador foi verbalmente agredido ao participar de um evento na Universidade Estadual do Rio de Janeiro  (UERJ) quando discutia  o racismo presente na obra de Marx e Engles, que é objetivo de um livro de sua autoria, O Marxismo e a Questão Racial. Na oportunidade, defensores do marxismo, incluindo um candidato a presidente pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB). teriam desqualificado o autor, que conviveu com grandes líderes negros, a exemplo de Malcolm X, Cheik Anta Diop e Aimé Césaire e é um dos mais destacados pesquisadores da relações raciais no mundo. Em uma entrevista exclusiva ao CORREIO NAGÔ, Carlos Moore fala sobre a agressão que sofreu e suas ideias e pesquisas em relação ao tema.” (Correio Nagô)Carlos Moore

A seguir a entrevista dividida em 3 partes

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3 pensamentos sobre ““As esquerdas não estão preparadas para aceitarem os negros como protagonistas”: Carlos Moore fala sobre agressão sofrida em seminário na UERJ

  1. Maravilhosa criatura! Não só pelo que salienta dos movimentos negros, eu particularmente defendo esta causa, porque acho que a igualdade social no Brasil só vai acontecer quando este grupo da população fizer a sua revolução, mas pelo que relata sobre o Comunismo , a falta de liberdade e a realidade das agressões políticas que tem acontecido no Brasil. Eu sempre fui comunista até o primeiro governo do Lula, ali me desiludi. Fui embora do Brasil, com uma ideia falida tentando ver com meus olhos e viver outras experiências. Do convívio com pessoas oriundas de lugares com este regime, desisti de vez. Tudo o que este professor diz é verdade e o maior valor , o motivo pelo qual viver é apenas a liberdade de cada um, pelo menos levo minha vida assim. Obrigada Marcos Romão, esta entrevista deve ser vista e ouvida por muitos, basta de ilusões em relação a poderes e sistemas de governo onde o que menos interessa é a liberdade do povo! Como ele não sou de direita, nem de esquerda, por isso anulei meu voto, e não tive medo nenhum em fazer isso, porque em toda minha vida não experimentei um governo no Brasil onde a cidadania fosse mais importante que os donos do país. Acredito realmente que a vitoria dos movimentos negros vai transformar este país. Compartilhando.

  2. Essa discussão está muito em pauta, deve ser pensada, porém, não se deve pensar a esquerda dessa maneira limitada, a experiência pontual dele não caracteriza toda a esquerda. O debate sobre o movimento negro é sensato, já sobre o Marx é uma leitura sem contexto. Discurso negro progressista, e discurso de esquerda enviesado.

  3. Emocionada estou. E sentindo-me amada. Por mim mesma, pelo meu marido Tadeu e por muitxs outrxs pessoas. Obrigada senhor Carlos Moore. Estávamos na cidade do Rio de Janeiro dias antes do lançamento do seu livro, no Teatro Rival. Vimos a agenda do teatro. Ficamos “tristes” por não podermos ficarmos mais alguns poucos dias nesta Cidade. Entretanto, o que quero dizer ao senhor, Carlos Moore, é que estou feliz. Sabe aquele ventinho de felicidade? Sim, o senti agorinha. Parabéns ao senhor, à sua família!

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