Declaração de voto individual do voto do cidadão Marcos Romão


SAM_0149-romãoDeclaração de voto individual e declaração de como vai participar da campanha da Frente Pró Dilma, o cidadão Marcos Romão, sociólogo, jornalista e ativista do Movimentos Negro e dos Direitos Humanos nacional e internacional há mais de 40 anos.
A inspiração deste texto, veio em um papo online, com meu amigo jornalista Zé Sergio, que na UFF dos 70, compartilhou comigo nas sombras da ditadura, a resistência que milhares participaram, contra a máquina segregacionista montada, para manter o país desigual e colonizado por um grupo interno de empresários civis.
Essa turma ainda está aí e bem organizada, como nós também estamos, mas não tão bem organizados, até porque acreditamos num país que seja permitida a diversidade de opiniões e não no país em que fomos obrigados a viver mais de 21 anos calados em nossa juventude. Era o tempo do “Ou silêncio ou morte”.
A maioria das populações que vivem nas periferias, ainda vivem sob este terror militarizado e disperso, não mais nas mãos únicas de ditadores no Planalto, e sim nas mãos de governadores ou grupos paramilitares dos quais os governadores não têm controle.
Voto na Dilma para alargar os espaços políticos em que possamos lutar pelos direitos humanos e cidadania de todos e o fim do genocídio dos jovens negros e a destruição dos Povos Indígenas além deste modelo de desenvolvimento predador do século XIX, que os “milicos-civis transamazônicos iniciaram nos anos 70…
A seguir meu papo bem humorado com meu amigo Zé, sobre a atual campanha:
“Zé, você tá na linha certa, quando pergunta que jornalismo investigativo e de ocasião é este, que só aparece agora a soltar escândalos de forma seletiva?
O certo seria termos uma linha de jornalismo investigativo, que ajudasse ao eleitor a desvendar o sistema de trocas e pressões no parlamento, que faria até Teresa de Calcutá, caso eleita, ajoelhar e rezar na cartilha da corrupção estruturante e institucionalizada em que o país sempre viveu e vive, que atinge desde de prefeituras até o planalto.
Zé, tou na Frente Pró Dilma e não abro. Considero entretanto o discurso de vários colegas ao dizerem coisas, como: “não foi o PT que inventou…”, “eles também fizeram”… e frases infantis como estas, trazem mais a impressão, de serem coisas típicas de crianças, flagradas pegando doce na quitanda do seu Manoel.
Estes discursos são verdadeiros tiros nos pés, facas de dois legumes, que só transmitem ao eleitor que tudo é a mesma titica. E tititica por titica, como ouvi de um aecista “recém-formado”, ele vota na merda fresca.
Tem 15 dias para se mudar o discurso, Lula já deu o toque ao dizer, ” fui chantageado pelo congresso”. Teríamos um outro país se ele tivesse dito isto na época.
Seria bem mais fácil para quem apoia Dilma, de forma crítica como eu o faço, escutar nesta reta final de campanha, ouvir da minha candidata, um discurso simples, que escrevo e passo a cola em linguagem papa-goiaba, mas que os redatores marqueteiros poderiam traduzir para o gauchês dilmático:
“Seguinte pessoal, nestes quatros anos deu para sentir a barra, e vocês devem ter percebido pela minha cara, que as raposas num largaram meu pé, até para aprovar um “paquinho” na Rocinha, vinham me pedir um cargo para o primo do porteiro de algum senador…
Ganhei experiência, e num é o caso agora de apontar o mal, feito por sicrano ou beltrano, o sistema tá malfeito e precisa mudar, você falaram isto nas ruas em 2013.
Você eleitor vai me ajudar a mudar isto, e as redes sociais estão aí prá isto.
Cada vez que chegarem para mim para fazerem um acordo, vou receber o parlamentar e dizer, que vamos conversar em público, para que mais gente opine prá que torneira vai a água.
Sei que vai levar um pouquinho mais de tempo para acelerar os projetos, mas tenho certeza que será melhor que ficar parada, como me obrigaram a ficar “quase parada” nestes últimos 4 anos.
E quando alguém fizer algum malfeito, deixemos a polícia cuidar deles e que jornalistas investigativos tenham a liberdade e sustentabilidade financeira até para me criticarem quando quiserem e acharem necessário.
Pois polícia é polícia, bandido é bandido, jornalista é jornalista, marqueteiro é marqueteiro, político é político e eleitor é o cidadão que manda em todos nós, tenho dito”.
E por aí…

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