“A reeleição de Dilma não é mais tão fácil”-Quem é o que pensa este eleitor?


por Marcos Romão e colaboração de Luiz Carlos Azedo

azedoA pequena diferença de cerca de 7% dos votos alcançados pela presidente Dilma, em relação ao seu desafiante Aécio Neves, será mais impactante para os rumos do PT neste segundo turno, do que foi a esperada surpresa, em ter o concorrente Aécio Neves ultrapassado Marina da Silva, na curva final antes da reta de chegada.
Os votos que foram dados ao Aécio no primeiro turno, parecem ser votos consolidados. Mas sobrou muito voto, que podem decidir a parada agora.

Resta ao PT saber , que estratégias ultilizará para conquistar os os votos dos eleitores da Marina, que não foram aqueles que já na reta de chegada, ao verem a candidata ambientalista próxima do nocaute, despejaram  seus votos migrantes na candidatura do PSDB, pois estes são votos claramente contra o Pt, que dificilmente mudarão de curso. O voto crítico, que não é um voto necessariamente no Aécio, ficou no ar…

Em seu artigo, “Vitória…mas que vitória“, publicado em “Direto da Redação”, o jornalista internacional e eleitor de Marina desde a primeira hora, Rui Martins , lembra uma avaliação da campanha do PT no primeiro turno feita por Celso Lungaretti:

“Celso Lungaretti, crítico de cinema e também de política, previu, faz alguns dias, com uma rara clarividência, no seu blog Náufrago da Utopia, o erro agora irremediável dos petistas – a campanha de desconstrução e desmoralização de Marina teria seu contraponto, um preço alto a amargar: a falta de apoio de Marina para o segundo turno, em outras palavras, a derrota. Porque não foi só a candidata a atingida pela onda de mentiras e de ofensas, mas todo seu eleitorado. E por que adotaram o mesmo método dos detratores de Lula, que a esses detratores tinha custado a derrota? De onde veio essa inspiração insana da necessidade de destruir Marina, se na verdade o principal inimigo era Aécio?”.

Para o Pt não será fácil  conquistar mais 10% de votos ou pelo menos manter a diferença de 8 milhões de votos, assim como também não será um passeio para o PSDB, descobrir os caminhos para capturar este voto migratório e crítico, que tanto saiu de um partido quanto do outro.

“Os Institutos de Previsões Estatísticas” não irão ajudar muito às duas postulações presidenciáveis a compreenderem este eleitorado que será o fiel da balança. Os institutos de pesquisa lembraram mais desta vez,  as previsões metereológicas dos tempos da ditadura, que prometiam chuvas para as regiões secas para pouco depois das eleições e assim manterem o povo feliz antes de votar…

Os institutos de pesquisas e os marqueteiros esqueceram que eleitor tem cérebro e pensa, tem certezas e dúvidas até a hora de apertar o dedo. Esqueceram que eleitor é gente como qualquer um, e não e não um X ou Y nas curvas análiticas que os pagadores das pesquisas requisitam.

Que discurso irão trazer para as ruas: Ataques, propostas, guerra suja ou esclarecimentos, apostarão no fortalecimento das instituições democráticas ou irão continuar dizendo para os 42 milhões que nem votar foram, que política é tudo a mesma coisa?

O que este eleitor que nenhuma pitonisa marqueteira descobriu ainda o que  ele quer, deseja?

Desta vez o PT e  PSDB vão ter que ir para as ruas, largar seus marqueteiros e conversar com muita gente, se quiserem saber o que realmente se passa fora dos gabinetes e reuniões dos partidos. Entre mortos e feridos que se salve a democracia para todos e todas.

A Mamapress aposta no fortalecimento das instituições democráticas através do voto. As eleições de agora são a continuidade de um processo iniciado com as eleições para prefeitos em 1974. Muitas águas rolaram de lá prá cá. Manipulações, esperanças, derrotas, vitórias, choros e risos.

Nos últimos 25 anos votamos para presidente. Estamos todos aprendendo a votar e sermos votados. Estamos aprendendo a criticar e sermos criticados. Não é fácil.

Temos leitores e eleitores de todos os partidos e dois times concorrentes do segundo turno. Queremos o debate. Assim traremos opiniões e análises que possam ajudar aos eleitores, a tentarem desvendar o que está por trás de cada palavra dos candidatos. Nosso interesse maior é o cidadão e a cidadã eleitora. Os que desejam serem eleitos já têm os seus conselheiros e marqueteiros, mas podem também ler e ouvir o que publicamos na Rede Radio Mamaterra.

A seguir uma rápida análise dos resultado do 1° turno, feita pelo jornalista Luiz Carlos Azedo que foi exibida no “Correio Brasiliense

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Um pensamento sobre ““A reeleição de Dilma não é mais tão fácil”-Quem é o que pensa este eleitor?

  1. Enquanto Noronha apresentava o voto, o ministro Gilmar Mendes fez uma ironia ao indagar se o autor dos ataques a Aécio, na propaganda eleitoral, “passou pelo teste do bafômetro”. “A pessoa que falou isso passou pelo teste do bafômetro?”, disse o ministro fora do microfone, mas alto o suficiente para ser ouvido pelo plenário do TSE e por quem assistia à sessão pela TV Justiça.

    Noronha deu uma breve risada e mudou de assunto em seguida, dando seguimento ao julgamento. Ao votar pela suspensão da propaganda da coligação de Dilma, Mendes criticou os grupos armados de esquerda que atuaram durante o regime militar. “Os grupos que se organizaram em lutas armadas não eram lutadores pela democracia, defendiam o modelo cubano, russo ou chinês. É preciso que se diga”, observou. Mais cedo, na mesma sessão do TSE, o ministro afirmou, sem citar nomes, que até pessoas com “problemas reconhecidos de alcoolismo” gozam no Brasil de moral e respeitabilidade no meio político.

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