Espião numa fria: Homofóbico, machista e despolitizado, dedo-duro que entregou ativistas. Revela em o Dia que entrou na turma errada


comentário de Marcos Romão

Esta notícia, a Mamapress não poderia deixar passar em branco, por isso fazemos questão de replicá-la.

foto da internet

foto da internet

Para nós da Mamapress o ex-líder da FIP , que dedurou à polícia os ativistas do conglomerado, que ora a grande imprensa chama de blac-bloc, ora de vândalos ora de anarquistas, agiriam em quadrilha e seriam  os responsáveis  pelas manifestações que acontecem de 2013 até agora, não passa de um tatú cego no meio de uma festa com luzes de holofotes.

Que tinham P2 para cassete e outros agente infiltrados participando e incitando violência nas manifestações, qualquer um que acompanhou de perto o desenrolar dos acontecimentos, pode observar nos últimos meses.

A maioria desses P2, pareciam orientados por um Serviço de Inteligência carente em seus quadros, de pessoas “inteligentes” e com formação política mínima para andarem e circularem sem serem percebidos nos meios em que estavam infiltrados.

Desde 2012, já antes das grandes ondas de manifestações, pude pessoalmente perceber a presença destes X9, nas reuinões, assembléias e manifestações do movimento social das mais variadas. Tinham sorte em não serem percebidos, pois este “conglomerado” de “líderes”, com seus chavões antiimperialistas, salvo raras exceções eram tão despolitizados quanto estes “colaboradores do sistema de repressão.

Com alguns desses X9 tive a chance de conversar  neste último ano. Acompanhava os eventos como jornalista indentificado e conhecido. As conversas não eram entrevistas, eram mais casuais, tipo perguntando onde tinha banheiro para fazer xixi na Presidente Vargas, ou onde dava para comer um pastel.

1 ou 2 minutos de trocas de palavras, já davam para eu saber se estava diante de inocente útil ou um mal intencionado sem nenhum preparo para a função de espião.

Um chegou a me perguntar na Aldeia Maracanã, quem era o líder daquela reunião com 400 pessoas e praticamente todos os representantes do movimento social do Estado do Rio de Janeiro, que lá estavam prestando solidariedade aos Povos Indígenas”…

Desde a CEIV e das bombas da P2 no Palácio, que se prenunciava uma “Noite dos Cristais”, no Rio de Janeiro. Graças aos céus descobriu-se via imprensa alternativa, que o Bruno de São Gonçado, não era o homem que jogara um coquetel Molotov na polícia que guardava o Palácio Gunabara. Seria uma noite que duraria dias, prendendo como participante de quadrilha, qualquer jornalista, advogada, estudante ou senhoras e senhores aposentados, que indignados protestassem por alguma coisa, fosse nas ruas ou nas redes sociais.

O dinossauro da repressão via polícia política  sumiu por alguns meses, dando lugar  a pura simples repressão e porrada a torto e direito em professores, petroleiros, estudantes e por aí afora.

Todos os grupos que protestavam, eram antes criminalizados pela grande imprensa, de forma que o cidadão comum assistia diariamente as cenas de violência contra professoras e movimentos de favelas, e provavelmente diziam, se apanham e porque alguma coisa fizeram ou são “vândalos”.

O único grupo que escapou desta crônica anunciada de aniquilamento , onde primeiro acontece a criminalização política dos mivemntos sociais via imprensa, para logo depois a polícia baixar o casse e o estado demitir os trabalhadores, foi o movimento grevista dos Garis do Rio de Janeiro, que com a garra e sapiência milenar de quem sabe que no congote é que dói, quando se carrega o lixo ou quando vem cassetete de samango.

Os garis  conquistaram com seu lixo toda a cidade, o país e o planeta . Cheguei a ver soldados da polícia dando suas garrafinhas d`água para os Garis em suas passeatas quilométricas  que duravam horas.

Em resumo, com ação política os Garis deram um banho de inteligência tanto nos seus protestos que sofreram todo o tipo de difamação e repressão. Pena que poucos seguem este exemplo.

Quando leio a entrevista dada por Felipe Bráz Araújo ao O Dia, sobre a sua colaboração de depoimento na polícia que sustentou uma prévia detenção coletiva de cidadãos brasileiros pelo Estado do Rio. Entrevista em que o “Dedo-Duro?” “Agente Infiltrado?”, chama o desembargador Siro Darlan de “veado”, me pergunto:

Quem são nossos interlocutores “inteligentes” na Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro?

Marcos Romão, Mamapress.

Abaixo a reportagem e entrevista na íntegra, publicadas em o Dia

Ex-líder da FIP é a principal testemunha em inquérito contra ativistas

Felipe Braz Araújo, de 30 anos, chama desembargador Siro Darlan, responsável pelo habeas corpus que tirou da prisão três ativistas, de ‘veado’

JULIANA DAL PIVA E NONATO VIEGAS

 

Felipe Braz ironizou o momento em que a ativista Elisa Quadros, a Sininho, chegou na DRCI: ‘Ela ficou igual a uma baratinha tonta’

Foto:  José Pedro Monteiro / Agência O Dia

 

 

Rio – Entre as mais de 30 pessoas ouvidas no inquérito da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) para apurar a responsabilidade por atos de violência e depredação nos protestos, a mais estratégica para fundamentar a denúncia do Ministério Público contra 23 ativistas é o químico Felipe Braz Araújo, de 30 anos. Em entrevista ao DIA na última quarta-feira, ele chama o desembargador Siro Darlan de “veado”, por ter concedido habeas corpus aos acusados (leia abaixo).

Segundo a polícia, Araújo é ex-líder da Frente Independente Popular (FIP) e se apresentou espontaneamente para depor e incriminar os ex-companheiros no dia 13 de junho, às 21h43. Na ocasião, ele apontou quase 50 pessoas, fornecendo os números de telefones da maioria delas.

Os denunciados seriam líderes da FIP, que, segundo ele, organizou os protestos violentos, destruição de ônibus e “outras ações com o objetivo de causar terror e pânico durante os atos”.

Ainda de acordo com o depoimento de Felipe, dentro da FIP há um grupo feminista, o Coletivo Geni, que tem o objetivo de espalhar “a ideia de revolta e ódio contra o sexo masculino”.

O DIA apurou que ele se afastou do convívio com os ativistas após um desentendimento com as feministas, que ele chama de radicais. Depois de uma briga com a namorada, ligada ao Geni, elas o “escracharam” na Cinelândia diante dos manifestantes do ‘Ocupa Câmara’.

No inquérito, os investigadores afirmam que Felipe Braz não participou de ações violentas, mas chegou a ser detido num protesto no dia 26 de julho do ano passado, em Copacabana. Levado para a 12º DP (Copacabana), foi liberado em seguida.

O químico afirma ter procurado a Polícia Civil após ler a notícia de que a DRCI fez busca e apreensão na casa de ativistas. Na ocasião, dez manifestantes foram levados para depor. Elisa Quadros Sanzi, a Sininho, estava entre eles.

À reportagem, ele chama Siro Darlan de “permissivo” e afirma que a FIP matou o cinegrafista Santiago Andrade, morto após ser atingido por um rojão em fevereiro deste ano enquanto trabalhava na Central do Brasil.

“Você tinha que ver a cara da Sininho quando ela pisou na DRCI. Ela se borrou toda ali na hora. Ela ficou igual a uma baratinha tonta”, disse ao DIA.

Confira a entrevista na íntegra com Felipe Braz

O DIA: Você fez parte da FIP (Frente Independente Popular)?

FELIPE: Eu? Coisa estranha falar sobre isso. É uma situação que é complicado assumir que fui para manifestação.

O seu depoimento chama atenção…

Sabia que eu me sinto identificado com o trabalho de vocês? Principalmente o repórter investigativo porque ele é o cara que vai lá e descobre tudo né? Pá pá pá, irradia tudo”

Mas e que história é essa de que você fez parte da FIP?

Eu fiz parte da FIP? Você me viu lá?

Não, não vi.

Você está falando de uma parada que tem gente sendo preso na rua. Como você quer que te fale isso? É uma coisa delicada né?

O fato de você ter feito parte não vai fazer você ser preso.

Quantas vezes na sua vida você viu tantas pessoas serem presas na mesma hora, assim junto? Puft. Parece até cavalo sendo preso na rua.

A Polícia Federal sempre faz operações que resultam em várias prisões simultâneas…

To falando Civil, coisa corriqueira do dia a dia. É um caso bem interessante né? agora imagina o cara que mandou todas essas pessoas para a cadeia? Como é que ele deve estar se sentido?

No caso você?

Não, o delegado. Que é isso menina, tá me comprometendo? (Risos)

O seu depoimento chama atenção. Você foi prestar de maneira espontânea?

Na nossa cidade não existe gente que vai presa assim que nem cavalo na rua. Entendeu? Ou igual boi quando foge, aí tu pega de volta? Entendeu? Isso é uma coisa muito incomum. Dentro desse contexto de tudo que aconteceu, alguém imaginava que alguém dessas manifestações, algum deles seria preso? Fala a verdade, não.

Não sei, não era o que parecia.

Claro que não. Depois do Caio, Fabio Raposo, o Fox, ninguém achava que ia ser preso. Ninguém achava que 23 iam ser presos todos juntos né assim igual boliche pá todos juntos derrubando todos os pinos.

Você parece contente com as prisões…

Eu não estou feliz com essa situação. Entendeu? Porque se eu estivesse feliz, eu estaria triste entende? Porque hoje à noite, 20 minutos atrás o veado do Siro Darlan expediu o habeas corpus.

Por que você está chamando o desembargador assim?

Eu acho ele muito permissivo. Muitos anos e anos que esse cara solta todo mundo. Você sabe o que aconteceu hoje (terça-feira, dia 22)? Um homem foi morto no Recreio na Barra porque ele foi defender o amigo dele do outro lado da rua de um assalto. Ele foi assassinado. Os bandidos estavam armados.O bandido que atirou estava preso há dois meses atrás e foi solto para cometer outro crime, matar outro ser humano. Pessoas como o Siro Darlan é que deixam esses marginais na rua. As pessoas vão para a cadeia para ser punidas. E aí você uma menina que negocia sala e explosivo..uma menina que tentava tirar a vida de um policial… Quem você acha que matou o Santiago?

Quem?

Quem matou o Santiago foi a FIP. Eles não eram da FIP?

É o que você diz no seu depoimento.

Então tá escrito, tá aí.

Mas eu queria saber detalhes, como você conheceu o pessoal da FIP, por que resolveu colaborar com as investigações?

Pô, você deve ser muito gatinha, mas por que eu falaria isso pra você?

Acho que você não tem nada a perder, você já prestou um depoimento que é público.

Você acha que eu não tenho nada perder? Você não me conhece…Eu não posso falar nada agora. O que eu fiz foi pelo seu colega de trabalho.

Uma última coisa. Você trabalhou para a polícia ou não?

(Risos) Sério? Você tinha que ver a cara da Sininho quando ela pisou na DRCI (Delegacia de Repressão a Crimes de Informática). Ela se borrou toda ali na hora. toda toda toda. Ela ficou igual a uma baratinha tonta ela e a advogada dela batendo a cabeça sem saber o que fazer. Aquela foi a cena mais engraçada de todas, quase tive um orgasmo ali na hora. Foi muito engraçado. Entendeu?

 

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