DIÁLOGO DE DIREITOS HUMANOS EM ACARI


por Deley do Acari – Vanderley Da Cunha Vanderley

Deley do Acari Defensor dos Direitos Humanos

Deley do Acari
Defensor dos Direitos Humanos

As prisões de ativistas que atuam preponderantemente no “asfalto” tem demonstrado o quanto a classe dominante vem se capacitando a criar um “estado democrático de direito” sustentado por leis e um linha de frente formada por juízes, promotores, delegado de policia,etc competentes o bastante para despolitizar nossas ações políticas mais radicais e transforma-las em crimes comuns e fazer de nós ativistas políticos criminosos comuns.

Nem nos tempos da “ditadura civil empresarial militar” conseguiram com tamanha facilidade e eficácia, despolitizar e criminalizar nossa militância política e daí nos por na cadeia como agora.

Por outro lado, nunca antes, o Complexo de Favelas do Grande Rio, teve tantos militantes de esquerda, tão jovens, tão femininos e tão bem formados política, ideologicamente e tão capazes de ações políticas diretas fora da ação formal e ordeira dos partidos de esquerda burgueses.

Essa militância favelada, negra e jovem vem pensando e agido com boa fluência e eficácia tanto nas ações no “asfalto” quanto na Favela.
O problema é que se no “asfalto” são tão vulneráveis a despolitização e sequente criminalização das ações políticas quanto as e os compas e camaradas que lá, no asfalto, militam prioritariamente, nas favelas são mais vulneráveis, despolitizáveis e criminalizáveis ainda.

Um ativista de esquerda que mora e atua no asfalto, se pego com um fogo de artifício pode ser muito bem defendido por seu advogado sob alegação de que se preparava pra comemorar um gol na copa do mundo ou na festa junina da escola.

Um ativista, se pego com um fogo de artifício em casa será facilmente criminalizado preso ou presa e indiciado por associação ao tráfico de drogas.

Não há dentre nós ninguém ingênuo o bastante para não saber que essa militância de esquerda favelada que vem pensando, se pensando e agindo diretamente com tanta desenvoltura e emponderamento, é tão vigiada, mapeada, grampeada e “dronizada” quanto as/os 23 compas/camaradas que a “justiça do estado de direito democrático burguês” prende e solta, prende e solta a toda hora.

Nada pra ficar só se perguntado porque essa militância da esquerda favelada ainda não tomou o mesmo bota que as/os compas e camaradas do asfalto, se esta mais exposta, fragilizada e vulnerável a criminalização.

Não dá pra esperar que a CORE ou o CHOQUE bata o pé na porta do primeiro barraco de um de nós pra depois sair correndo atrás do “caveirão” com um habeas corpus nas mãos.

Tão importante quanto a defesa dos direitos humanos dos moradores de favela é a defesa do direito a ser defensor de direitos humanos e militante político de esquerda favelado sem que seja despolitizado, criminalizado e preso ou morto por isso.

Ser favelado ou favelada, preto e pobre já nos faz vulnerável ante ao estado e a policia quanto qualquer morador. Ser defensor de direitos humanos e militante favelado nos faz mais vulnerável ainda. Como enfrentar e reduzir essa vulnerabilidade com traços de capa de “super-homem” feita de papel crepom debaixo de chuvas balas 762 e ventania das elices de um caveirão voador?

Neste Sábado, 26 de Julho, às 10h de manhã, agora em Acari, na Atividade DIÁLOGOS DE DIREITOS HUMANOS EM ACARI, com a presença da Comissão de Direitoss Humanos da OAB,que vai começar ás 10h de manhã, será um momento importante para, não só pensarmos mas traçarmos estratégias e ações para, como se diz no “asfalto” “emponderar” essa militância de esquerda favelada negra tão jovem e feminina como nunca antes, diante do que ainda esta por vir por aí, já que os quatro candidatos a governador de no Estado do Rio, prometem não só manter o projeto de segurança pública simbolizado pela UPPs como aperfeiçoa-lo e ampliar para todas as favelas com todos seus sistemas de vigiar, criminalizar e punir, não só os vigiáveis, criminalizáveis e puníveis por portar um fuzil e um saquinho de drogas nas mãos do diaádia .

Ta lcomo os que portam nos corações e mentes ainda tão jovens, sonhos de uma Favela/Brasil sem o poder opressor e o domínio das armas não governamental do tráfico ou governamental das policias, ambos a serviço de uma mesma mestre/patroa: a burguesia capitalista que vem constituindo da forma mais maquiavélica e desumana, nem antes vista no iniciao mais selvagem do capitalismo, este Estado Policial Civil Militar Penal que se autoprocrama Estado Democratico de Direito

Deley de Acari.

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