SOFTWARE RACISTA DE IDENTIFICAÇÃO BIOMÉTRICA INSTALADO NA POLICIA FEDERAL DE SALVADOR.


Sistema da PF não aceitou meu cabelo black power para foto de passaporte
Recebemos via Facebook na rede Radio Mamaterra de Lilia de Souza, a seguinte denúncia.
“Quero denunciar o enorme constrangimento que passei ontem na Polícia Federal, no SAC do Salvador Shopping, ao renovar o meu passaporte. Cheguei às 9h da manhã, peguei uma senha extra e só fui atendida quase às 16h. Até aí, tudo bem. O motivo do meu constrangimento não foi a espera.
Quando finalmente fui atendida, na hora de fazer a foto para o passaporte, o sistema não aceitava de jeito nenhum a minha foto. Então a policial me disse que o problema era o meu cabelo. O meu cabelo é black power e o sistema não aceita a imagem. Fiquei muito constrangida. Eu ainda insisti em fazer a foto com o meu cabelo solto, ela tentou algumas vezes e o sistema não permitiu. Tive que prender meu cabelo com uma borracha daquelas de escritório, que eles arrumaram e me deram.
Cansada, depois de um dia em uma fila, saí de lá arrasada. E, assumo, impotente, chorei do lado de fora do SAC. Revoltada, voltei ao local depois de alguns minutos para protestar. O coordenador não estava. Conversei com duas policiais que disseram para mim que isso sempre acontecia com pessoas com o cabelo como o meu (não aconteceu comigo da primeira vez que fiz o passaporte, mas a bem da verdade à época meu cabelo não era black como é hoje).
As policiais falaram que eu não deveria me sentir daquele jeito e que não tinha nada a ver com racismo. Uma delas, entretanto, acabou soltando que o sistema é problemático.”
NOTA DA MAMAPRESS: A denúncia que recebemos na Rede Rádio Mamaterra, que a máquina de fotografar as pessoas que querem tirar passaporte em Salvador não aceita CABELOS AFROS. É uma chicana institucional que não pode ser aceita.
A pessoas de pele preta também tem encontrado dificuldades pois o SOFTWARE RACISTA DA MÁQUINA FOTOGRÁFICA foi programados para pessoas de pele clara e/ou “moreninhas de Dorival Caymi” com cabelos chapinhas.
Seria o início do uso do controle biométrico para constranger pessoas negras? Já estou mais que acostumado em Salvador, ao chegar no aeroporto, me perguntarem qual a finalidade da minha “visita”. Nada respondo apenas aponto meu passaporte de negro nascido e “me criado” no Brasil.
Em 1970 para ao ir buscar meu certificado de Dispensa de Corporação do Exército, o retratista amigo recomendou-me que colocasse grampos nos cabelos para disfarçar o “Black Power”, tanto para a foto quanto para eu me apresentar no quartel. Caso contrário arriscava-me a não só ter os cabelos raspados, como ser incorporado ao exército. Nunca imagine que 44 anos depois que uma mulher negra de cabelos afros, iria sofrer o mesmo vexame e racismo em um escritório da Polícia Federal Brasileira. ‪#‎marcosromaoobservações.‬ racismo-na-policia-federal-

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4 pensamentos sobre “SOFTWARE RACISTA DE IDENTIFICAÇÃO BIOMÉTRICA INSTALADO NA POLICIA FEDERAL DE SALVADOR.

  1. HAHAHAHA Vim aqui porque sabia que o blogueiro complexado iria editar a informação pra postar racismo onde não tem. Sabia! É gente como vc, e essa cidadã, que fomenta o racismo.

    “SOFTWARE RACISTA DE IDENTIFICAÇÃO…” Vc tem que ser processado por essa afirmação. A PF tinha quer vir até aqui ver o que vc ‘afirmou’. Calúnia também é crime. É esse tipo de comportamento histérico, complexado e leviano que cria racismo onde antes não existia. E vou até lá denunciar este blog.

    Sobre a cidadã, ela dizer: “enorme constrangimento que passei” só porque teve que que prender o cabelo para tirar uma foto? Não é foto de beleza, é foto de identificação facial. Não pode ter cabelo cobrindo o rosto ou prejudicando a identificação da face. E isso não tem nada a ver com o tipo do cabelo.

    Estou indo agora até a PF denunciar sua afirmação.

    • O “Malcriado” é por vontade própria, um fã condicional da Mamapress. É sempre bem-vindo, quem sabe assim aprenda um dia sobre a nuances do racismo brasileiro. Racismo que tem entre suas amiores armas o substimar e gozar da cara dos discriminados.

  2. QUANTA IGNORÂNCIA!!! O PROGRAMA FAZ MAPEAMENTO FACIAL. É POR ISSO QUE ELA TEVE QUE COLOCAR O CABELO PARA TRÁS. SE ELA TIVESSE UMA FRANJA LOIRA TAMBÉM TERIA QUE FAZER O MESMO. QUEM É DA INFORMÁTICA SABE DISSO.
    ESPERO QUE NÃO REDUZAM O NÍVEL DE SEGURANÇA DOS SOFTWARES UTILIZADOS PELA POLÍCIA POR CAUSA DISSO.

    • Franja? Que cabelo blackpower é esse com franja? Tenho também um passaporte europeu com 5 cm de cabelos afro, prá cima e pros lados. E mais software, caro mestre que chama os outros de ignorante, são sofisticados ou grosseiros. Seus desenvolvedores pensam em “registrar” tipos que eles estão acostumados na sua convivência. Porisso como em todo o Brasil de padrão branco, se esquecem das variações de cores e cabelos.
      Pegue uma máquina fotográfica dos 70 e fotografe um branco e um negro juntos, o resultado é um branco pálido e um negro amarelo.
      Compro hoje uma máquina fotográfica e teremos quase uma imitação das cores de vida.
      Desenvolvedor de software também carrega seus preconceitos, mesmo que não tenha consciência disso. Píxel é Pixel e pele e cabelos são cabelos e pixeis.
      Testa, olhos, nariz e boca, é o que é necessário para uma identificação biométrica. O resto é decisão de desenvolvedor de software da esquina.

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