PM xinga aluna de macaca dentro de escola pública e quebra seus dentes


PM chama de “macaca favelada” e quebra 2 dentes de menina negra de 15 anos em SP

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Por Douglas Belchior

MOVIMENTO NEGRO CONVOCA ATO PARA DENUNCIAR VIOLÊNCIA DA PM CONTRA MENINA NEGRA DE 15 ANOS

Esta semana uma adolescente negra de 15 anos foi gravemente agredida por um policial militar dentro de uma escola pública na zona leste de SP e com a cumplicidade da direção da escola.

Depois de ser chamada de “macaca favelada”, a adolescente levou um soco na boca e teve 2 dentes quebrados e escoriações no corpo. Em sua reação, acabou por arranhar o rosto do policial, que registrou Boletim de Ocorrência por agressão e desacato da parte da menina.

Tanto a delegacia onde o policial forjou o B.O. quando a Delegacia Especializada em Crimes Raciais se recusaram a alterar o conteúdo do documento e sequer ouviram a menina agredida.

O caso revoltou familiares e amigos que procuram o movimento negro em busca de apoio. Desde então a Uneafro-Brasil, através de seu coletivo de advogados militantes, tem dado apoio. Já ouve um primeiro contato com a Defensoria Pública do Estado e outras providências serão tomadas na próxima semana.

Movimento convoca Ato para às 15h deste sábado (12)
Neste sábado (12/04) haverá um Congresso de sobre segurança pública com a presença do secretário de Segurança Pública de SP, Fernando Grella. O evento será realizado no Teatro Gazeta, no prédio da emissora na Av. paulista.

O movimento está convocando ativistas e solidários para um ato simbólico de protesto e denúncia às 15h em frente o local do Congresso.

Durante o Evento, o grupo pretende fazer uso da palavra, apresentar a denúncia e cobrar providências por parte do Secretário.

COMVOCAÇÃO:

ATO CONTRA VIOLÊNCIA RACISTA E MACHISTA DA PM

Nesse sábado | 12/04 | 15h

Em frente o Prédio da TV Gazeta na Av. PAULISTA

 Veja abaixo o relato da Mãe na adolescente agredida, publicada em seu Facebook.

 TORTURA E RACISMO dentro de escola pública, por parentes de alunos e

pasme: pela POLÍCIA!!
“Tenho duas filhas adolescentes, uma delas é Raíssa, de 13 anos, que estuda na escola estadual Wilson Roberto Simonini, na Zona Leste de São Paulo. Ela comentou com a irmã de 15 anos, Larissa, que uma amiga dela tinha dito que umas meninas estavam a procura dela para bater nela. Isso foi na sexta feira. Na segunda, dia 07 de abril, a minha filha de 13 anos não foi à escola com medo, e eu não sabia de nada, na terça sairam as duas rumo a escola alegando que elas iriam conversar com a menina para saber o porque ela queria bater em Raíssa.

Após 40 minutos que minhas filhas saíram para ir à escola, na terça feira, ambas retornaram para casa. A mais velha toda machucada, sem dente, dizendo que tinha ido na escola, estava no portão conversando com as amigas da menina que supostamente queria bater em Raíssa, enquanto a menina do lado de dentro, também com medo de apanhar, ligou para a tia e uma prima maior de idade, que chegou na porta da escola com um pedaço de pau.

A diretora pediu para que todos entrassem para conversar e resolver a questão, porém uma vez dentro da escola, todas entraram em discussão. A policia foi chamada. A tia da suposta agressora da minha filha, falou em frente aos policiais que se Larissa (a minha filha mais velha que tentava defender a irmã mais nova) batesse na sobrinha dela, iria matá-la, que era uma ameaça séria. Nisso, um dos policiais disse: “Mata mesmo, eu passo uns panos quentes em cima!” Como a dizer que nada aconteceria a ela. O policial, sempre agressivo, ainda disse à minha filha: “Você acha que está na favela, sua macaca?” E desferiu em Larissa um soco na boca. Minha filha, com medo, correu, mas a mulher bateu nela com o pau, e ai minha filha foi torturada dentro da escola, tanto pela mulher quanto pelos policiais. Os funcionários, diretora da escola e professores nada fizeram, ficaram todos assistindo. Nem mesmo me ligaram ou fizeram nada para parar com a agressão, que ficou largada lá no chão, sozinha.

Sempre vejo acontecer com os filhos dos outros, mas jamais pensei que pudesse acontecer com as minhas filhas. Foi uma fofoca de adolescentes; a mesma que disse à Raissa que a outra queria bater nela, também disse a outra menina que minha filha queria bater nela. Ambas com medo, uma chamou a tia e a minha filha chamou a irmã mais velha… E tanto a direção, quanto os policiais, todos adultos, não souberam mediar um conflito tão idiota como este, promovido por praticamente crianças.
Um vídeo me chegou às mãos. Não sei quem filmou, mas dá pra entender a dimensão da tortura que minha menina sofreu dentro da dependência escolar. Após espancarem minha filha, todos foram para a delegacia, nem mesmo socorreram a minha filha, que foi trazida até em casa por outros adolescentes. Tentei ligar pra escola e ninguém de lá quis me atender. Fui até a delegacia, e encontrei todos lá. Os policiais socorreram a tia da menina que estava com dor no braço de tanto bater em minha filha, mas deixaram a menina lá pra morrer sozinha.

Falei ao policial que as agressões haviam sido filmada. Disse a ele que por mais que minha filha estivesse errada, sei que ela é ‘respondona e bocuda’, mas ele não tinha o direito de bater na minha filha porque ele era funcionário do estado. Ao saber que eu tinha a filmagem, até a tia da menina falou que pagaria pelo conserto do dente quebrado. Sim, porque além de hematomas no corpo todo, ela teve um dente quebrado, a boca muito machucada porque usa aparelho ortodôntico. Me pediram desculpas, eu crio minhas filhas sozinhas e sei dos meus direitos. Além de ser agredida fisicamente, também foi injuriada racialmente. Sei que só me pediram desculpas após saberem que tenho documentado a agressão.
Agora não sei o que fazer, porque quero justiça por isso. Tanto pela responsabilidade da escola, quanto dos policiais, quanto de uma adulta. Preciso de ajuda profissional, pois não sei para onde ir, já que tentei registrar B.O e claro, não me deram a atenção na delegacia. Eu fiquei com minha filha sentada no chão, toda machucada, sem saber o que fazer. “

fonte: Negro Belchior

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