Racismo no Ponto Frio do Plaza-Niterói: O dia da Mulher de uma Negra que luta por seus direitos.


por marcos romão

thayna-frioThayná Trindade, jovem mulher negra de 25 anos, mãe de um bebê com poucos meses de idade, foi discriminada racialmente no dia 26.02, por um vendedor da Loja Ponto Frio, no Shopping Plaza de Niterói.

Procurou o gerente da loja e não o achou. Solidariedade de outros funcionários com sua dor e sofrimento também não encontrou. Um passante que assistira a situação racista que vivia, ofereceu ajuda à Thayná, moradora do Rio que passeava em Niterói.

Como não conhecia bem a cidade, a pessoa que se prontificara a ser testemunha, a acompanhou até a 76ª delegacia de polícia e como tinha que voltar ao trabalho, deixou seus dados pessoais e endereço para o registro de ocorrências.

Na delegacia a encaminharam para a DEAM(delegacia das Mulheres), onde conforme nos relatou foi muito bem atendida, pois assim que começou a contar o que acontecera, todas as suas forças minaram e desabou em choro ao lembrar a humilhação que passara  e por não ter recebido nenhum socorro de qualquer funcionário da loja Ponto Frio, presente na hora a agressão. “Alguns ainda riram, relatou”.

Mesmo na boca do carnaval, Thayná não fez por menos, procurou os órgãos competentes e amigos do Movimento Negro que se prestaram à ajudá-la. E botou a boca no trombone, pois como dizia  a cada um, “isto não pode ficar por isso mesmo. Tá todo dia acontecendo e as pessoas discriminadas preferem deixar para lá”.

O processo está andando e a delegacia já intimou a gerência da Ponto Frio a apresentar o nome do suspeito para acareação.

Ao monitorar as redes sociais, o setor de comunicação da Ponto Frio de São Paulo soube do caso e entrou em contato com ela, para que tivesse uma reunião que aconteceu hoje, sábado, 8 de março, o Dia Internacional da Mulher, quando a gerência da região de Niterói e São Gonçalo iria lhe dar conhecimento das providências, que estavam sendo tomadas contra o funcionário, para quem Thayná Trindade pede a demissão.

Nesta reunião com o gerente regional a qual compareceram além do advogado de Thayná, Dr Bruno Alves, representantes de jovens ativistas negras do Rio e a equipe da Ceppir-Niterói, também estiveram presentes pessoas da cidade que vieram demonstrar sua solidariedade contra o racismo.

Para desagrado do grupo, a gerência não estava preparada para receber Thayná e sua comitiva solidária, pois foram atendidos em pé no meio da loja, por falta de uma sala privada. O gerente também não fora informado por São Paulo, que a presença de Thayná era para  ouvir pessoalmente de um representante da Ponto frio local, sobre as providências que estavam sendo tomadas pela empresa em relação ao caso, conforme havia sido combinado por telefone, com a assessoria de comunicação em São Paulo. Equivocadamente o gerente regional pedira, que ela fizesse um relato à mão do que ocorrera para que depois de encaminhada ao setor jurídico, a Ponto Frio pudesse dar uma resposta.

Depois de uma pequena discussão, as dúvidas foram sanadas e Thayná deu um prazo até sexta-feira, 14.03, para que a Ponto Frio lhe desse respostas às suas demandas independente do processo judicial, que em resumo são:

Apuração interna dos fatos.

Nome e medidas tomadas contra o autor do racismo.

Informação sobre treinamento de funcionários e que medidas serão tomadas para que casos humilhantes como o que aconteceu com ela não se repitam e além do fato.

Treinamento especial para os outros funcionários que não lhe prestaram socorro, apesar de terem sido testemunhas da agressão racista que sofreu.

Ficou também acordado com a gerência regional um encontro a ser realizado em outro ambiente, em que será apresentado e discutido com a Ceppir-Niterói, advogados e ativistas contra o racismo um plano para que a loja do Plaza da Ponto Frio tenha mais funcionários negros, e que em todas as lojas seja feito um treinamento especial para que não ocorram caos como estes, e caso ocorram, tenham um plano de atendimento imediato à vitima de racismo.

No meio da reunião também compareceu o administrador do Shopping Plaza Niterói, com quem os representantes da Coordenação de Igualdade Racial de Niterói, juntos com ativistas negros da cidade, aproveitaram para marcar uma reunião, para tratar dos casos de racismo no Shopping, que não são levados às delegacias e para se pensar conjuntamente, em como se incentivar para que mais negros trabalhem nas lojas do Plaza-Niterói, além preparação de treinamentos para que todos os funcionários do Shopping saibam como tratar os clientes de pele negra.SAM_3266

Chegou-se a ter um momento de descontração geral, quando os presentes puderam constatar, o rebuliço causado entre os seguranças, com a presença daquele grupo compacto de mulheres negras, acompanhadas de alguns homens também de pele negra, a caminharem pelo Shopping, pois caso fossem acusados de estarem fazendo um rolezinho, iria custar-lhes 10 mil reais por cabeça.

O caso em matéria publicada no Globo:

“Na última quarta-feira, um passeio pelo Plaza Shopping, em Niterói, terminou de maneira frustrada para a vendedora Thayná Trindade, de 25 anos. A jovem conta que passava em frente à loja Ponto Frio, no 1º piso do centro comercial, quando um dos funcionários começou a fazer comentários preconceituosos sobre seu cabelo.

De acordo com Thayná, o homem, que se identificou apenas como Tito, apontou para ela e disse “tinha que ser! patrocínio da Assolan!”, referindo-se ao seu cabelo estilo black power. Ele teria ainda feito um gesto, passando o dedo sobre as costas das mãos, em menção a cor de pele de Thayná.

Depois dos comentários, a jovem conta que outros funcionários riram da situação. Ela procurou a gerência da loja, mas sem sucesso. Uma testemunha foi com ela até a Delegacia de Atendimento à Mulher de Niterói, onde o caso foi registrado como “injúria por preconceito”. O caso também foi encaminhado para Coordenadoria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da cidade.

Questionada sobre o que teria levado o homem a fazer os comentários preconceitusos, Thayná não tem dúvidas.

– Racismo, o que mais seria? Eu saio por aí rindo de alguém que use um cabelo longo, liso, até as costas? Não né? Faltam ainda debates sérios sobre racismo aqui no Brasil. O povo está acostumado a fechar os olhos para tudo, essa história de um ‘povo miscigenado e feliz’ é mentira! Racismo velado, é isso que acontece aqui. Basta comparar as políticas públicas que acontecem nos Estados Unidos e o que é feito aqui – denuncia a jovem.”

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/jovem-acusa-funcionario-do-ponto-frio-de-racismo-11752208.html#ixzz2vPTzVwYc

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39 pensamentos sobre “Racismo no Ponto Frio do Plaza-Niterói: O dia da Mulher de uma Negra que luta por seus direitos.

    • É como se diz, uma matéria sobre um momento de um assunto, com o assunto original ao fim para quem quiser saber e, a geração que só lê manchete e textos de 140 caracteres reclama. Cansa.

      • Ofensa desnecessária a uma crítica construtiva.
        Aprender a ouvir críticas com nobreza é importante.
        O texto fica confuso por não terem dito no começo sobre o lamentável ocorrido que originou o problema.
        E não venha me ofender dizendo que só leio manchetes ou 140 caracteres.
        Att,
        Felipe

      • A crítica é pertinente, mamapress. Mesmo que seja o caso de “uma geração que só lê manchetes e textos de 140 caracteres” (e eu discordo que esse texto esteja cansativo só para esse tipo de gente, está cansativo de uma forma BEM mais ampla do que você acredita), é importante que a INFORMAÇÃO tenha capacidade de ALCANÇAR mais gente, de forma mais precisa. Para o bem das lutas de negras e negros do Brasil.

        O texto cita as consequências do fato antes do próprio fato, está difícil cronologicamente! O cérebro se perde entre a tentativa de junção dos pontos e o absorver da informação, tive que ler tudo de novo após finalmente chegar no crime que a moça sofreu para entender bem.

        • 1-Título e tema da matéria no dia Internacional da Mulher-mulher que luta por seus direitos:Racismo no Ponto Frio do Plaza-Niterói: “O dia da Mulher de uma Negra que luta por seus direitos.”
          2- O Caso e a reação já no primeiro parágrafo:”Thayná Trindade, jovem mulher negra de 25 anos, mãe de um bebê com poucos meses de idade, foi discriminada racialmente no dia 26.02, por um vendedor da Loja Ponto Frio, no Shopping Plaza de Niterói.
          Procurou o gerente da loja e não o achou. Solidariedade de outros funcionários com sua dor e sofrimento também não encontrou. Um passante que assistira a situação racista que vivia, ofereceu ajuda à Thayná, moradora do Rio que passeava em Niterói.
          Como não conhecia bem a cidade, a pessoa que se prontificara a ser testemunha, a acompanhou até a 76ª delegacia de polícia e como tinha que voltar ao trabalho, deixou seus dados pessoais e endereço para o registro de ocorrências.
          Na delegacia a encaminharam para a DEAM(delegacia das Mulheres), onde conforme nos relatou foi muito bem atendida, pois assim que começou a contar o que acontecera, todas as suas forças minaram e desabou em choro ao lembrar a humilhação que passara e por não ter recebido nenhum socorro de qualquer funcionário da loja Ponto Frio, presente na hora a agressão. “Alguns ainda riram, relatou”.”
          3- Detalhes da ação antirracista
          4- Um box/citação- para quem quiser saber detalhes do caso;
          Ao contrário da grande imprensa privilegiamos na Mamapress, a reação das pessoas contra o racismo que sofrem e não as tratamos como coitadas.
          Em um momento em que a grande imprensa mostra vítimas do racismo como ignorantes que se surpreendem por haver racismo. Optamos no dia da mulher em mostrar um exemplo, positivo de mulher e negra que reage. Se você não entendeu isto no texto ou desejava outra linha editorial.Lamentamos. Caso você tenha textos que falem contra o racismo que possam atingir mais pessoas, além dos 250 mil que atingimos com este artigo, agradecemos de antemão que nos envie, que será analisado com carinho.

  1. Maravilhosa, Tayná! Esta certíssima em denunciar. Eu trabalhei no Plaza NIteroi e ja vi e vivi casos de racismos. Na maioria das vezes as pessoas se sentem envergonhadas e preferem se retirar rapidamente do local! To cansada disso! Todo mundo deveria ter a coragem de Gritar: “NÃO AO PRECONCEITO ! “

  2. Preconceito, discriminação, agressão física/verbal… Indiferente de ser com negro, branco, amarelo, pardo… Sempre será contra o ser humano… afinal, ser humano não diz que tenho que ser de uma cor ou de outra, de uma etnia ou de outra, de uma religião ou de outra, simplesmente é ser humano, com falhas e defeitos, mas acima de tudo, consciente de que as diferenças existem e precisam ser respeitadas!

  3. O Ponto Frio tem que selecionar melhor seus funcionários. Minha mãe passou por um constrangimento no banheiro do Shopping Via Brasil, no Irajá, quando uma funcionária do Ponto Frio fez comentários (que prefiro não citar), aos berros, fazendo gracinha para as amigas, com relação a minha mãe. Na mesma hora fui até o gerente que me recebeu e disse que iria tomar providências. Se tomou eu não sei, mas me arrependo até hoje de não ter ido as vias de fato.

  4. Isso mesmo todos nós devemos lutar pelos nossos direitos não só na cor mais em tudo que está em nosso redor, e as pessoas não veem isso é por isso que o Brasil está desse jeito.vamos mudar isso

  5. Isto é recorrente de uma nação, que tem uma falsa democracia capitalista , no qual estão preocupado somente com o bolso deles, e não um atendimento de grandeza para nossa raça.

  6. “além preparação de treinamentos para que todos os funcionários do Shopping saibam como tratar os clientes de pele negra.”

    o preconceito começou aí já kkkkkkkkkkkkk

  7. Não é surpresa para mim ouvir falar de um fato desses. Enquanto a impunidade prevalecer neste país estas coisas continuarão acontecendo. Sabe o que vão fazer ??? Um pedido escrito de desculpas e pronto. Tem que doer no bolso de quem comete estes delitos e de quem permite que aconteçam. Ferro no funcionário e na loja com uma boa indenização para a agredida.

  8. Infelizmente esse tipo de coisa ainda acontece…. Como assim, treinar os profissionais do shoping para saber tratar as pessoas de pele negra ? Há diferença para as pessoas de pele branca ? Somos todos iguais e o tratamento tem que ser igual.É ridiculo ler esse comentário….Isso já é um grande racismo. Temos todos nós brasileiros, um pesinho na nossa mãe africa.Me deixa triste , muito triste ler uma matéria dessa.

  9. quantas vzs. vivi esse tipo de preconceito ao lado do meu ex. exposo. eu nunca fiquei calada … foi horrivel,,nunca esqueci de um policial militar que disse pra mim; branca casada com esse negao nao deve ser boa coisa ..olha isso faz 20 anos …doeuuuuuuuuu muito ,,, na epoca nao existia delegacia de mulher,,lei contra essa barbarie,,, mas hoje sofro do preconceito da velhice,,,parabens menina estou com voce lute sempre bjsssssssssssss

  10. Como estou feliz e radiante em ver nosso povo unido reagindo da melhor maneira que sabemos, temos que fortalece mais e mais, temos que realizar um encontrão com todos os nossos advogados negros os que estão na luta, não precisamos convidar, mas sim os que ainda não se chegaram, ninguem é indispensável. Temos que neste mesmo encontro reunir todos os e as assistententes sociais, os médicos, psicologos, cabelereiros, estilistas , musicos poetas, jovens, griots, crianças, temos que mostrar a essa sociedade racista que nossa luta é ancestral, os religiosos também são convocados, os politicos comprometidos não podem ficar de fora, os fotografos, os jornalistas, enfim todo mundo do povo negro não pode se eximir de sua responsabilidade, temos que mostrar que nossa arma é a inteligencia e garra e o amor a nossa luta.
    Penso que o MAMA TERRA JUNTAMENTE COMO OS OUTROS ORGÃOS PODEM ORGANIZAR ESSE PRIMEIRO ENCONTRO DE UMA SÉRIE.
    Pastor João Carlos Araujo

  11. Aguardemos a Copa 2014 que bate à nossa porta. Poderemos ter mais visibilidade, mais comentários por motivos das discriminações no futebol (Tinga…). Copa passa, e aí? A mídia será que descobrirá o racismo somente agora (COPA DO MUNDO)?! Episódio como o da jovem mulher negra Thainá infelizmente não será o último. Ótimo saber e ter pessoas e serviços antirracistas.

  12. ”Aqueles que fecham os olhos para injustiça realmente perpetuam a injustiça. Se você é neutro em situações de injustiça, você escolheu o lado do opressor

  13. Me parece que esta empresa pertence a Familia Safra, portanto judeus. Acho que vale a pena fazer contato com a diretoria da mesma, eles não toleram isso, com certeza não, é um caso isolado…

  14. O racismo neste pais é um câncer sem cura,esta em forma liquida ,que escorrem nas veias da queles que se consideram brancos.

  15. Lamentável esse episódio mas ao mesmo tempo dou parabéns para a Thayná. Ela esta certíssima em fazer valer seus direitos e se todos fizerem o mesmo teremos um País melhor. O brasileiro tem o habito de se calar diante dessas e outras atrocidades que acontecem. Vamos acordar Brasil !!!!!!

    • Sim, você tem o direito de achar qualquer cabelo bonito ou feio, mas isso não te dá o direito de agredir os outros por não usarem o cabelo que VOCÊ não gosta.

  16. Gente nao precisamos ser Negros para lutar contra o Racismo e uma questao de direito e educação, dica nao ao Racismo Denuncie, Racismo deveria dar uma pena de 5 a 10 anos sem direito a fiança nem condicional…

  17. lamentável esse acontecimento! passei por uma situação semelhante na loja Boticário, também no mesmo shopping, porém, como a grande maioria, fiquei calada! hoje me arrependo, mais não adianta chorar pelo leito derramado… mas parabéns para a Tayná, tem mesmo que botar a boca no trombone! independente de ser preconceito racial ou não,, toda forma de preconceito é inaceitável !!!!

  18. Parabéns…..ótima atitude, não tem que deixar passar nada, pra esse tipo de gente aprender na marra a respeitar os negros!!! Eu mesma, aqui na cidade onde moro, região serrana do Rio, já processei um vereador por racismo e ganhei!!!!!!!!!!!

  19. AS PESSOAS ESTÃO ACOSTUMADAS A ACEITAREM AS OFENSAS, VOCÊ FOI SENSATA AO DENUNCIAR ESTA ATITUDE DE PRECONCEITO. EXISTE UM RACISMO CAMUFLADO ONDE OS NEGROS SÃO DISCRIMINADOS POR TUDO, PRINCIPALMENTE QUANDO ASSUME SUA ORIGEM DE COR, CABELO E CULTURA. DEVEMOS IMPOR NOSSOS DIREITOS DE CIDADÃO. BRANCO, NEGRO, NÃO IMPORTA RAÇA, SOMOS SERES HUMANOS, E É PRECISO TER ATITUDE, E MOSTRAR O QUANTO SOMOS CAPAZES DE ROMPER OS GRILHÕES QUE AINDA NOS ASSOMBRAM AOS NOSSOS PÉS. DEVEMOS ENSINAR NOS FILHOS O QUANTO É IMPORTANTE SER NEGRO, ASSUMIR NOSSA IDENTIDADE E VENCER OS OBSTÁCULOS. ESTAMOS DIANTE DA GLOBALIZAÇÃO E DIVERSIDADE. E DEVEMOS TODOS BUSCAR O DIREITO DE SER FELIZ E AMAR O PRÓXIMO.
    INFELIZMENTE O POVO BRASILEIRO APENAS APRENDE ATRAVÉS DE SANÇÃO, PRINCIPALMENTE QUANDO SE TEM MULTA PECUNIÁRIA, MAS SE PARA APRENDER DE FORMA ÁRDUA É PRECISO BUSCAR OS DIREITOS DESSA MANEIRA QUE BUSQUEMOS, SE FOR PRECISO UMA SANÇÃO PRIVATIVA DE DIREITO, QUE BUSQUEMOS, O IMPORTANTE E NÓS LUTARMOS PELO DIREITO DE SER NEGRO POIS SOMOS SERES HUMANOS.

  20. Achei a atitude dela super correta apoio e incentivo, agora o que me indignou é a solução pela coordenação do shopping e com apoio do grupo de defesa aos negros “Que funcionarios do shopping tenham treinamento, para que saibam como tratar os clientes de pele negra”. OI?? quer dizer que uma pessoa de pele negra tem que ter um tratamento diferente de uma de pele branca?? Somos aliens, pessoas de outro mundo, ou algum tipo de criatura bizarra pra receber tal tratamento? Onde esta a igualdade social, a igualdade racial, isso não deve ser aceito, pq quando vc recebe tal tratamento, vc abre portas pro preconceito, pra diminuição como pessoa como ser humano. Somos todos iguais e Humanos acima de tudo, o que deve ser treinado é o RESPEITO, porque é isso que falta pra humanidade Respeito!

  21. aff fala sério sim pode ter sido uma piada sem graça mas qual o problema? se a piada fosse com um branco de cabelo ruím não ia ser considerado racismo -.- isso daí é uma baita de uma palhaçada as pessoas discriminam a si mesmos nessas bobeiras

  22. Pingback: Brazilian society continues to see black hair as a joke: after racist incident, black woman and activists fight back! | Black Women of Brazil

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