A barbárie mora ao seu lado: O Depoimento à Veja, pelo menino de rua de 15 anos, brutalizado e preso a um poste em pleno bairro do Flamengo


O depoimento dado à Revista Veja à jornalista Pamela Oliveira:

“O adolescente detalhou, em depoimento, seus passos na noite de sexta-feira. Contou que seguia para Copacabana com três amigos, também moradores de rua, para tomar “banho de mar”. Depois de passar pelo local onde funciona uma academia ao ar livre, no Aterro do Flamengo, o grupo foi perseguido pelos cerca de 30 jovens que estavam no local, alguns deles motociclistas, segundo conta. Um dos homens estava armado com uma pistola, disse. Dois dos amigos moradores de rua escaparam. Com o rapaz que não conseguiu fugir, ele passou a ser agredido e ameaçado. Em dado momento, o outro jovem também escapou, e passou a ser ele o único em poder do grupo. Os homens o acusavam de roubar bicicletas e praticar assaltos naquela região.

Os agressores aplicaram uma “banda” e ele foi ao chão. Começaram, então, agressões com capacetes, pontapés e várias humilhações. Acusado de roubos, ele acreditava que seria morto pelos jovens que descreveu como “brancos e fortes” e “playboys” – apenas um deles era “pardo”, segundo contou o rapaz a um funcionário da Secretaria Municipal de Desenvolvimento social. O pardo, segundo conta, pediu desculpas.

Depois do fim da sessão de agressões, ele foi atado ao poste, e passou a sentir medo de ser assassinado por um dos jovens agressores, que poderiam retornar para terminar o “serviço”. O rapaz foi localizado e socorrido por alguns moradores do Flamengo – entre eles a artista plástica Yvonne Bezerra de Mello, fundadora da ONG Projeto Uerê, de educação infantil. Depois de medicado, ele se desvencilhou e procurou ajuda em um abrigo da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social no Centro, onde estava desde então, sem ser identificado. Outro dos quatro perseguidos também ficou no abrigo, anonimamente.

Na tarde desta quarta-feira, segundo contou, a diretora do abrigo o reconheceu, e comunicou o caso à Secretaria, que auxiliou o rapaz a prestar depoimento. A delegada Monique Vidal apresentou a ele fotografias dos 14 detidos na noite da última segunda-feira, em um tumulto no Flamengo, no qual dois menores disseram ter sido ameaçados. O jovem não reconheceu nenhum deles, o que, por ora, descarta a suspeita de que os casos estejam conectados e que sejam grupos de agressores com integrantes em comum.

A delegada Monique Vidal tenta, agora, encontrar imagens das cenas de perseguição, tortura e humilhações ocorridas entre a noite de sexta-feira e madrugada de sábado, para tentar chegar aos agressores. A Polícia Civil informou que o adolescente tem uma passagem pela Delegacia Especial de Proteção à Criação e ao Adolescente, que cuida de crimes cometidos por menores, mas não detalhou que delito foi atribuído a ele.

Funcionários da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social descreveram o jovem com um menino calado, pacato e muito querido pelas assistentes sociais. Ao ser identificado pela diretora do abrigo, ele chorou compulsivamente.

leia a matéria completa

Nota da Mamapress

Desde 2010 está acontecendo  a mesma prática de violência praticadas por bandos da classe média, nesta área no bairro do Flamengo em .

No dia 09 de janeiro de 2010 na Avenida Pasteur, quase em frente à IBM, motoqueiros despiram um rapaz negro e o amarraram nu, sob sol escaldante na calçada quente.
A apreensão do rapaz, a quem acusavam de ter tentado furtar uma moto, fora feita por um bombeiro do Salva-Mar. O bombeiro se retirou deixando a custódia do rapaz com os motoqueiros.
Existe uma semelhança e uma coincidência com os fatos de 2014 com a utilização dos mesmos métodos de tortura e humilhação.
A Rede Rádio Mamaterra observou nas trocas de conversa nos grupos sociais do facebook de moradores da mesma área em 2014, a participação de motoqueiros e bombeiros que lá moram.
Esta prática fez escola e tem lideranças. Cabe ao ministério público investigar à fundo esta quadrilha que parece operar há anos no Bairro.

Se o MP e a polícia, não estão ainda fazendo, devem fazê-lo, pois a linha de tempo destes facínoras está gravada. É só pesquisar.
A grande imprensa e a mídia em internet também pode fazê-lo. Estas pessoas criminosas estão tão certas de sua impunidade. Que deixaram o rabo à vista na internet.

9 de fevereiro de 2010 no Flamengo

9 de fevereiro de 2010 no Flamengo

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s