Sobre o discurso da Presidenta do Brasil na África do Sul:


por marcos romão
Foi um momento chave na história mundial dos grandes rituais de passagem, que envolvem não só nascimentos em tribos, mas também falecimentos de pessoas chaves que significam fim e início de eras ou fases históricas mundiais,
Mais de 160 representantes de estados estavam lá e notem, nenhum chefe Europeu teve a palavra no momento chave. É um recado pos mortis de Mandela ao neocolonialistas europeus que preferem enviar tropas ao invés de investimento para o desenvolvimento de África.
A questão racial neste governo está em uma camisa de força, os outros tres ex, representaram uma fase da participação do Brasil nas negociações do fim do Apartheid,que implicavam em botar as questões raciais e de desigualdades sociais em banho- maria, na África do Sul, nos EUA, no Brasil e no mundo. O futuro do mundo estava em jogo, Lula sabe disso, deveria ter passado a informação para Dilma.
Com o Lula houve grandes avanços nas relações com a África do Sul, mas o tema racismo e desigualdades raciais, manteve-se lá como cá fora da discussão governamental, por decisão da alta cúpula de poder no palácio.
Falava-se de promoção da igualdade racial, mas não se falava de racismo.
Este tema o racismo, e as desigualdades raciais que ele provoca e perpetua mesmo após o fim do Apartheid, é o que evidencia a permanente semelhança entre a situação atual da África do Sul e do Brasil. Nós somos o futuro deles no que toca às violências e corrupções que uma sociedade racista provoca.
Imagino a guerra de pé de ouvido com a presidenta para ela saber o que falava no avião e com seu gabinete civil, todos “especialistas em negros”….
Dilma já confessou em entrevista que tomou conhecimento da questão negra brasileira quando já fazia pós-graduação. Há sempre tempo de aprender. Mas cercada por “doutores brancos” em negros, acabou escorregando no farsa do sangue negro e do pé na cozinha da África.
Se ao invés de escutar os seus “doutores de gabinete” que impedem em Brasília desde 2003, a discussão sobre racismo e perpetuação das desigualdades sociais, e tivesse lido a entrevista sobre Mandela, de sua com menos poder mas não por isso menor ministra, Luiza Bairros…
Teria aproveitado a chance, como Obama, que aproveitou a deixa Mandela para mandar um recado aos racistas de sua própria casa, os EUA.

Luiza Bairros

Luiza Bairros

mamapress.wordpress.com/2013/12/08/ministra-luiza-bairros-diz-que-figura-de-mandela-e-usada-para-tentar-disfarcar-o-racismo-no-brasil/

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