A tortura institucional disseminada e continuada. Segunda-feira 28.10.2013. Desde 14 de julho de 2013 Amarildo está desaparecido. Cadê o corpo do Amarildo? De acordo com uma policial, a tortura durou cerca de 40 minutos. Depois, tudo ficou em silêncio. Ela, então, disse ter ouvido risos.”


por marcos romão

Segunda-feira 28.10.2013. Desde 14 de julho de 2013 Amarildo está desaparecido.
Cadê o corpo do Amarildo?
Quantas “Cãmaras de Torturas” estão em funcionamento no Estado do Rio de Janeiro?
Quantos jovens policiais administrativos, estão se “acostumando” ao barulho de dor e morte na sala ao lado?
Quantos recebem a recomendação de veteranos em levarem um celular com fone de ouvido ,para ouvirem música e não escutarem as torturas diárias que acontecem na sala ao lado e continuarem seus trabalhos burocráticos como se estivessem nos mais “normais” dos locais de trabalho?
A tortura institucional, que nunca acabou, voltou com todo ímpeto. As pistolas elétricas “Teasers”, facilitam o trabalho, o “Waterboard” é qualquer reservatório d´água, quando acontecem “acidentes de trabalho”, existem policiais especializados em sumir com os corpos.
É uma máquina muito bem organizada, com divisões de tarefas e especializações. Todos os policiais sabem, todos as aceitam, pois a orientação vem de cima. A ordem para torturar vem de muito acima!
Ou nós cidadãos brasileiros e brasileiros conseguiremos acabar com a tortura institucionalizada em nosso país. Ou estaremos condenando nossas futuras gerações a viverem escrachadas e violadas em seu direitos mais básicos que são a inviolabildade de seus corpos e à incolumidade de suas mentes e opiniões.

Upp da Rocinha

Upp da Rocinha

Segundo o Globo de hoje:

PMs dizem que foram ordenadas a ocultar provas de tortura a Amarildo

“Quatro mulheres que são soldados da PM do Rio de Janeiro dizem que receberam ordens de superiores para ocultar provas da tortura a Amarildo e que foram obrigadas a dar declarações pré-combinadas aos investigadores do caso. É o que revelam depoimentos obtidos com exclusividade pelo Bom Dia Rio e exibidas nesta segunda-feira (28).

Choro no depoimento
Segundo a promotora Carmen Eliza de Carvalho, do Ministério Público (MP), os depoimentos foram marcados pela emoção. “Elas desabaram. Choraram mesmo. E todas falaram a mesma coisa: ‘Hoje, depois de muitos meses, eu vou conseguir dormir.”

Uma das soldados contou que estava dentro da UPP quando ouviu gritos de dor e pedidos de socorro atrás da unidade. Ela disse que foi até a parte da frente da sala e tapou os ouvidos para não ouvir mais o que estava acontecendo. Ao concluir que um homem estava sendo torturado e falou para duas colegas: “Isso não se faz nem com um animal”.

De acordo com a policial, a tortura durou cerca de 40 minutos. Depois, tudo ficou em silêncio. Ela, então, disse ter ouvido risos.”

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Um pensamento sobre “A tortura institucional disseminada e continuada. Segunda-feira 28.10.2013. Desde 14 de julho de 2013 Amarildo está desaparecido. Cadê o corpo do Amarildo? De acordo com uma policial, a tortura durou cerca de 40 minutos. Depois, tudo ficou em silêncio. Ela, então, disse ter ouvido risos.”

  1. Republicou isso em SINDICO DA CIDADEe comentado:
    Para algumas pessoas, a vida humana não vale nada, porém a justiça de Deus é implacável, nada ficará impune na face da terra.
    “Porque não há nada oculto que não venha a ser revelado, e nada escondido que não venha a ser conhecido e trazido à luz.”

    Lucas 8:17

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