“O dia em que a festa do professor acabou em um cruel castigo na prisão ou o dia em que os PMERJ foram salvos pelos BLACK BLOCK” ( a alegoria policial de um governo fascista)


por Francisco Chaves

“O dia em que a festa do professor acabou em um cruel castigo na prisão ou o dia em que os PMERJ foram salvos pelos BLACK BLOCK”
( a alegoria policial de um governo fascista)
povo-salva-pm
Ontem, quando saí de casa para ir ao centro comemorar o DIA DO PROFESSOR, algo me preocupava muito – a conjuntura política de nosso estado – principalmente de nossa cidade, em que seus governantes, políticos bandidos e corruptos são apoiados por seu aparelho midiático, a imprensa corporativa, selvagem, capitalista, sensacionalista e mentirosa, que mantém esse status quo na força assassina de uma polícia pobre, despreparada e trincada.
O tempo nublado e as previsões de tempestades me deixavam mais tenso, pois é, para um fotógrafo ativista, pobre e mal equipado, essa situação do tempo torna tudo muito mais difícil.
Ao pegar minha condução, o ônibus da linha 247, Camarista Méier – Passeio, ia ao encontro do meu amigo Paulo, fotógrafo, também suburbano de Marechal Hermes. Havíamos marcado um encontro na ALERJ, onde estavam os professores do estado, que iriam em passeata para a Candelária encontrar os professores municipais e as outras categorias que davam apoio aos mestres da educação em sua luta e em sua festa.
A passeata/manifestação era uma verdadeira comemoração, tudo muito lindo, coeso e legal. As diferentes bandeiras de congraçamento mantinham-se vibrantes em seus cantos e palavras de ordem; porém, não podia deixar de se fazer notar o forte e exagerado aparato policial – 10.000 policiais foram colocados estrategicamente em diversos pontos do Centro. A guerra unilateral estava declarada, faltava saber o momento, e quando ele chegou, tudo ficou nublado de gases, bombas, sprays e uma chuva torrencial de balas de todos os tipos.
Os carros alegóricos da PMERJ e sua estrutura bélica nos custam bilhões, isso mesmo bilhões de Reais, e as vítimas somos nós mesmos, a população carioca, que é invadida por um carnaval de bandidos fardados e não fardados, os famosos espiões, os P2, eles existem, andam armados, são jovens, mulheres e homens, ao estilo dos manifestantes, que se infiltram e agem a mando de seus comandos, e quem comanda é o governador, já desmascarado, ele não é um BLACK BLOCK, ele é o assassino dos vários Amarildos, o inventor falacioso do simulacro UPP, que foi criada para encher os bolsos da especulação, e tornar essa cidade cada vez mais cara.
Ontem, no dia do professor , a população não teve festa, teve castigo, prisão e uma destruição caracterizada como uma blindagem fútil à estabilidade política desses cruéis facínoras que nos governam.
Ah, o meu querido amigo Paulo, alérgico, foi atingido por bombas e levado passando muito mal por médicos a uma enfermaria. Ali, acabou tudo para nós. Hoje, fiquei sabendo das prisões de meus amigos midiativistas, e dos feridos.

SOLTEM NOSSOS PRESOS POLÍTICOS JÁ!
BLACK BLOC É UMA TÁTICA!
A PMERJ É UMA FORÇA ORGANIZADA PARA MATAR!
FORA CABRAL, FORA PAES DILMA VEZ!

MEU AMIGO PAULO DEANDRADE SOFRE UMA ARRITMIA, COM O EFEITO DO GÁS, SOCORRIDO POR SOCORRISTAS VOLUNTÁRIOS, NO MOMENTO ANTERIOR À SUA IDA PARA O HOSPITAL.

MEU AMIGO PAULO DEANDRADE SOFRE UMA ARRITMIA, COM O EFEITO DO GÁS, SOCORRIDO POR SOCORRISTAS VOLUNTÁRIOS, NO MOMENTO ANTERIOR À SUA IDA PARA O HOSPITAL.

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Um pensamento sobre ““O dia em que a festa do professor acabou em um cruel castigo na prisão ou o dia em que os PMERJ foram salvos pelos BLACK BLOCK” ( a alegoria policial de um governo fascista)

  1. Eu também estava lá mas não vi como começou o massacre porque estava com um amiga num bar onde fôramos comemorar com uns chopinhos o nosso dia. O Bar teve que cerrar as portas porque as bombas explodiam na galeria onde ele se localiza e de vez em quando militantes batiam na porta para que fossem abrigados pois fugiam das bombas de gás e quando isso acontecia entrava aquela fumaça venenosa e como sou alérgica (sofro com rinite e bronquite) me vi em maus lençóis com toda aquela fumaça invadindo as
    dependências do bar. Foi um verdadeiro inferno. Só saí de lá quando o barulho das bombas afastaram-se para o entorno da Câmara novamente. Fui andando pela Av. Rio Branco para pegar as barcas, pois moro em São Gonçalo e os ônibus para lá foram recolhidos. Hoje assisti a todos os noticiários a fim de ver o que diziam do Dia do Professor e só mostravam os Black Bocs. Nossa manifestação não teve a menor importância para essa mídia vendida e com isso os governos culpam os militantes de apoiarem a onda de “vandalismo” que tomou conta da cidade 40 (quarenta) minutos após o término de nossa passeata esquecendo-se que quem inaugurou essa onda de vandalismo no Estado foi Sérgio Cabral quando autorizou a desativação do hospital São Sebastião, do Hospital Anchieta e culminou com a demolição do Hospital Central do IASERJ após ter autorizado a remoção de seus leitos do CTI e de enfermarias depacientes graves, na clada danoite sem autorização de seus médicos e sem o conhecimento de seus familiares, levando-os para diversos hospitais da rede. Temos conhecimento que 15 (quinze) deles já vieram a óbito

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