A CARNE E A CARNIÇA – RACISMO EM ÔNIBUS DA UFRJ. 2013.


Por Tito Mineiro

tito mineiro

Tito Mineiro, é advogado da Comissão de Igualdade Racial OAB-RJ

Depois da carne de boi vendida ,importada de outros países , consumida  na Inglaterra e em outras partes do globo terrestre com DNA já confirmado de “cavalo nobre que  relincha “paraguaio” ainda melhor que o nosso popular churrasquinho vendido em qualquer esquina de  “novilho que mia” , enfim come-se, todo santo dia,  GATO POR LEBRE nos quatro cantos do mundo,  em  noticiário que ganha cada vez mais a mídia internacional, em repetição “sacal”  num choque cultural ou “animal” e meramente patrimonial .

Em linhagem outra não temos visto, tampouco sentido, a mesma repercussão nacional ou internacional em outro tipo de  variante de matiz imaterial da carne  que cantada como A CARNE MAIS BARATA DO MERCADO … mas, ainda bem que veio pra desfocar e globalizar o “véio Oscar” e podemos ao menos ironizar , pois, recebida  a estatueta da Vergonha  COMO A CARNE MAIS BARATA DO MERCADO CONTINUOU SENDO A  CARNE NEGRA mesmo com Obama reeleito …  e os racistas por aqui… , continuam tendo confirmada, através do laudo da ignorância ou desdém, tendo constatado em recente estudo no cérebro de RACISTAS  DE PLANTÃO uma enorme percentual de DNA DE ABUTRES E BURROS , mormente, quando tentam, em vão, argumentar a tal forma de esquecerem tantos lenços e documentos de Vandré  contra a tortura física e psicológica e  paradoxalmente com suas ações e omissões  invertem escudos legais / valores sociais/ religiosos / morais , enfim, constitucionais  que protegem o cidadão e a cidadã de qualquer cor, credo , raça e no caso infra da narrativa em especial  *a cor preta /raça NEGRA …

Personagens  que , independente da idade, são colocadas em visível constrangimento e vítimas de RACISMO  à prova (e desaprovação)  em diversos ambientes, em qualquer horário,  de tempos em tempo -todos os instantes – repetidas vezes –  em passagens cada vez mais sequenciais e próximas de nós, mas, por vezes só levados à tona, através das redes sociais , graças ao grito dos *mouses redentores e entidades e atores dos direitos humanos …  para apontar casos e  “causos passados” no ocaso presente.

Ressalto que  *dessa vez não foi o filho NEGRO adotivo de um casal de brancos que aguardava seus pais nas dependências de uma renomada Agência de Carros quando foi dito por Vendedor que aquilo não era coisa pra ele e pra ele se retirar em Agência de automóveis  (BMW);  nem muito menos no Comércio de Remédios (Drogaria Pacheco) onde um funcionário da empresa teria dito a uma criança – ofendendo a mesma – para que deixasse o local e indagando o que ele fazia ali  (sendo que a mesma estava simplesmente acompanhando a sua vó que era branca e o neto NEGRO) *aliás, vovó que não se calou diante da dor das chicotadas verbais e ainda com o soluço do complexo de inferioridade ,  a ingênua criança … que , teria lamentado pra vó , sair do local rapidamente e  deixar pra lá dizendo que situações como àquela vivenciadas por ele, enquanto criança *e já presenciadas é que faziam com que ele não gostasse de ser NEGRO… exclamou a vítima inocente e indefesa…   NÃO ISSO NÃO…  o mais recente , ou melhor  dizendo, o noticiado caso dessa vez – trata-se de um racismo ocorrido no ÔNIBUS DA UFRJ , uma das Instituições mais respeitadas no mundo acadêmico e carioca – agora,  com um estudante adulto universitário de filosofia do IFCS (revolucionário e onde tivemos assento) … ,  indagado, por motorista, por qual motivo o estudante teria entrado no ônibus, pasmem  -no ônibus que é universitário -…  em tom de exigência, o motorista , gritava, em brado tom = se o mesmo não iria descer do veículo =… e o que o Estudante  estava fazendo ali, ora, num veículo que transporta estudante…     e ainda ameaçado caso não saísse …  diante da perplexidade do ofendido e de todos … em fraca defesa,  o motorista  disse ainda  para justificar “o injustificável”  dizendo ser novo na linha,  ainda ensaiou um discurso “manjado” , ou seja, na medida que disse … que pensou tratar-se de alguém que não fosse estudante … (só não disse o porquê da desconfiança?!) e  tendo em vista a alta violência naquele trecho ou percurso… etc… e tal , porém, o estudante havia subido com outros  – que de igual forma trajavam-se – com uma única diferença , ou seja, não tinha a marca do “pecado” na pele desde a nascença, ou seja, eram brancos e não NEGRO …  assim recebeu tratamento exemplar e racista  *o  tratamento costumeiro do regime que discrimina digno de gerar a  indignação “à la Rosa Parks”– talvez o motorista melhor fosse  condutor da Baratinha (nome antigo atribuído aos carros de polícia ) do batalhão instruído por recente cartilha formulada por  um Comandante de Polícia em São Paulo que indicava – em documento expresso – Ordem de Serviço –  que orientava os seus comandados a abordarem indivíduos de cor parda e NEGRA com idade entre 18 e 25 anos , num visível Racismo Institucional…

Esperamos , sincera e honestamente, que o Magnífico Reitor da UFRJ, tome a urgente e devida providência – assim , como o Conselho Universitário manifeste-se – imediatamente e pedagogicamente – condenando a atitude do motorista e ordenando exemplar punição administrativa a quem de direito independente do viés criminal vinculado  !

RJ, 03 de março de 2013.  Tito Mineiro – Advogado.

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