Al Jazeera cobre a primavera negra brasileira. Demétrio consegue traduzir o nada para o inglês.


O inglês do paladino do status quo nas relaçôes raciais no Brasil não é o problema. O problema é simplesmente a sua falta de argumentos na defesa contra cotas e do retrato do Brasil que só ele vê. Ao falar em uma outra língua nós somos obrigados a pensar duas vezes. Aí está a lacuna de Demétrio Mignoli, como traduduzir um assunto, um pensamento, que não existe?
Demétrio Mignoli e sua turma de pensamento rural pré-abolição, ajudou a atrazar por 10 anos a busca de soluções para superação do fosso que separa os brancos e negros do Brasil.
Enquanto negros e brancos antiracistas se esforçavam em criar mecanismos sociais, institucionais e políticos para superar no Brasil a gritante separação entre negros e indígenas de um lado e os Brancos lá nas montanhas, com iniciativas como a Educafro e várias organizações sociais, que partiram para a formação básica de negros, indios e pobres para concorrerem com os brancos com menos desvantagem;
Enquanto os negros batalhavam para se criar um estatuto da igualdade racial;
Enquanto que os negros, índios e antiracistas brigavam em milhares de municípios do Brasil, para diminuirem a segregação racial nas escolas, academias de polícia, universidades, associações de moradores, clubes, bares, locais de trabalho e tudo mais;
Enquanto milhares de pessoas trabalhavam para a reconstrução do país sem as aberrantes segregações raciais, evidenciadas de forma cruel no genocídio institucional e policial perpetrado contra os jovens negros Brasileiros;
Demétrio, e comparsas, com apoio dos dois maiores meios de comunicação brasileira passaram estes mesmos dez anos na contra-mão, a repetir argumentos de palanque, pura propaganda apocalíptica, criando fantasmas e assustando as classes conservadoras as apavorando com o advento de uma possível guerra racial que incendiaria o Brasil.
A desonestidade intelectual de Mignoli e turminha, que cabe numa Van, provocou muitos estragos na sociedade brasileira e atrazaram um debate para resolver finalmente a questão racial brasileira, debate felizmente resgatado de forma positiva pelos juízes do STF, perante milhões de telespectadores que tiverem finalmente depois de 124 de abolição da escravatura, a oportunidade em ouvirem oficialmente, que o Brasil é um país racista.
A desonestidade intelectual desta turma de incapazes, com seus argumentos “científicos”, em verem a realidade crua e nua do racismo à brasileira, os fez criarem o xingamento “racialista” para os antiracistas a favor de ações afirmativas e de reparação para os negros e índios brasileiros.
O que o Mignoli expressou em inglês, não se preocupe quem não entende inglês, foi o mesmo que ele fala em português. Nada, absolutamente nada. Um nada que infelizmente, com o apoio financeiro de fundações racistas nacionais e internacionais alimentou o ódio deste cara e provavelmente sus bolsos, enquando que desgraçadamente milhares de professoras e alunos pelo país afora, sofreram e sofrem na luta contra o racismo e a segregação contidiana.
Morto intectualmente em “Pretuguês” nacional, como diria Lélia Gonzalez, e agora morto epistemologicamente em “Ingrês” internacional, digo eu. El Jazeera cobre a Primavera Negra Brasileira!
O Brasil já está pegando fogo, os helicópteros que passam por cima de nossas cabeças nos prédios de classe média se dirigem para as favelas…
O movimento negro e os antiracistas estão na estrada a muitos anos para apagar este fogo que sangra a juventude e o Brasil. O miolo da questão social brasileira é a questão racial. Estamos aí para enfrentá-la com carinho e coragem.

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