Niterói é um dos municípios do Rio de Janeiro com o menor número de negros. A cidade ficou em 84ª posição, em um ranking que contém 92 municípios


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3° município do país no ranking das cidades com melhor IDH do Brasil( indice de desenvolvmento humano), minha Niterói, ao menos nas minhas impressões de infância está ficando branca, os dados da pesquisa parecem confirmar.

 É um fenômeno natural? Ou poderia ser resultado de um processo de exclusão, acelerada pela explosão imobiliária e pela rotatividde migratória nas regiôes que enobrecem, onde pobre sai e rico chega, no fenômemo conhecido mundialmente nos grandes centros emergentes, como  “gentrificação”.

Marcos Romão

ai vai o artigo e a fonte do Fluminense

Por: Elaine Trindade 14/11/2011

Niterói é um dos municípios do Rio de Janeiro com o menor número de negros e pardos. A cidade ficou em 84ª posição, em um ranking que contém 92 municípios

 Um estudo realizado através do Laboratório de Análises Econômicas, Sociais e Estatísticas das Relações Raciais (Laeser), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mostrou que a população brasileira é composta, em sua maioria, por negros e pardos (56,8%). A constatação conta no relatório “Mapa da População Preta & Parda no Brasil Segundo os Indicadores do Censo de 2010”, divulgado nesta segunda-feira.

Apesar da população brasileira ser composta por 56,8% de negros e pardos, Niterói é um dos municípios do Rio de Janeiro com o menor número de negros e pardos. A cidade ficou em 84ª posição, em um ranking que contém 92 municípios. A nível nacional, a cidade ocupa o 3.921º lugar, ou seja, em todo o Brasil apenas 1.643 cidades possuem menos negros e pardos que Niterói. Ao contrário do país, cuja maior parte da população é negra ou parda, a população niteroiense é composta por 35,8% de negros e pardos.

São Gonçalo, no entanto, ocupa a 29ª posição do ranking e, é uma das cidades com maior número de negros e pardos no estado. A cidade ocupa a posição de número 2.779, no ranking nacional  e 55,9% da população gonçalense é composta por negros e pardos, revelando uma grande diferença na formação racial das duas cidades.

De acordo com o coordenador da pesquisa, Marcelo Paixão, os indicadores utilizados tiveram como base o Censo 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o coordenador, a pesquisa teve por objetivo “mensurar o crescimento da população preta e parda no seio da população brasileira, buscando compreender como esta se deu no plano das municipalidades. Assim, 56,8% dos municípios brasileiros têm maioria negra e parda, um crescimento de 7,6 pontos percentuais em relação a 2000”.

Para o comerciante Jailson Duarte Gama, de 36 anos, morador de Niterói, esta pesquisa pode trazer bons resultados sociais.

“Essa pesquisa só constata aquilo que a gente já sabia, a população negra  no Brasil é muito grande, até por causa da mistura brasileira. Nós esperamos que essa pesquisa ajude a mudar algumas coisas no país, principalmente o preconceito. Que a população negra possa ter os mesmos privilégios da branca. A gente sabe que há uma questão histórica, mas isso não é mais desculpa. As oportunidades tem que ser para todos”, afirmou.

De acordo com o coordenador da pesquisa, os resultados serão vistos a longo prazo quando haverá a oportunidade de comparar estes dados com futuras informações do IBGE, como por exemplo, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que será realizada em 2011e o próximo Censo, que ocorrerá em 2020. Para ele, os dados serão muito úteis para que se possa traçar um perfil mais fiel da população brasileira.
O FLUMINENSE

7 pensamentos sobre “Niterói é um dos municípios do Rio de Janeiro com o menor número de negros. A cidade ficou em 84ª posição, em um ranking que contém 92 municípios

  1. Nada haver negros e pardos fazerem parte do mesmo grupo. Ate porque esses pardos tem mt mais genes europeus do que negros segundo estudos os brasileiros tem 80% do dna europeu. Teria mais sentido se estes pardos fizessem parte do grupo dos brancos.

    • Cara Aline
      Pelo IBGE temos pretos e pardos, que se auto definem como negros conforme a escolha de cada um. Isto faz parte de um processo de consciência de si mesmo, que acontecece 500 anos depois de tantas definições que os brancos deram às pessoas de peles pretas em seus mais variados tons.
      Agora chegam os brancos de novo querendo definir as pessoas de pele preta como se seccionassem ratos de laboratório.
      Para os negros que hoje se assumem, política, cultural, religiosa e economicamente, negro é quem se assume como parte desta cosmogonia. O resto é conversa para lavar mais branco suas cabeças.

      • Caro mamapress… não são “os brancos” que definem a raça de ninguém (aliás muito racista o seu comentário). DNA, ou seja, o material genético de uma pessoa não é algo arbitrário que uma ou outra pessoa possa simplesmente definir. DNA é físico, pode ser medido em laboratório. Se o teste genético de uma pessoa mostra que ela tem 80% de genes europeus e 20% genes africanos, isso é apenas um fato. A pesquisa do IBGE não leva em conta este tipo de fato. Aliás é bom que fique claro que não é apenas a resposta do declarante que vai na contagem do IBGE. O formulário apresenta dois campos nesta pergunta. Um é a autodeclaração da pessoa entrevistada e o outro é a observação do entrevistador. Se a pessoa se declara branca mas apresenta qualquer tonalidade que não seja muito pálida, o entrevistador é obrigado a declarar aquela pessoa parda. A autodeclaração é apenas para verificar o que a pessoa acha que é, como ela se identifica… mas é o entrevistador que, no final, determina a raça do entrevistado. Pode ir lá no site do IBGE para ver que a maioria da população. Cerca de 84% das pessoas se autodeclara branca, mesmo tendo sangue africano. Existe hoje uma insistência do poder público em dividir as pessoas e criar essa mentalidade do racismo. E daí se a pessoa é branca, negra, parda, oriental ou indígena? Todo mundo é brasileiro. Alguns mais miscigenados que outros, ok, mas somos todos parte do povo brasileiro. Só que para quem está no poder, ter esses conflitos é fantástico porque o que o poder mais teme é que o povo se junte e fique do mesmo lado. Então não se engane. O governo adora criar essas intrigas entre negros e brancos, homosexuais e heteros, homens e mulheres. Quanto mais discórdia e acusações, melhor para quem está por cima. Por favor, tente não discriminar seus conterrâneos brancos. Não entre nessa onda de ódio racista. Isso não leva a nada.

  2. Fiquei surpreso com esta pesquisa, imaginava que Brasil fosse mais “branco” do que “negro”. Uma observação, os mestiços do Norte e Centro-Oeste do país são em grande maioria descendente de índios com brancos, e teve pouco contribuição africana, então porque eles entram no mesmo grupo que os afro-brasileiros? Não podemos considera-los negros. Como foi feita esta pesquisa? As pessoas que se auto declararam?

  3. Aline e Manoel, então você vão te que começar falar que e pardos, em um País que tem 15 milhões de pretos, 144 milhões tem mais de 10% de gene de negros. O próprio IBGE fala você se caracteriza negro de que cor preto ou pardo?

  4. Pingback: Niterói a campeã do Apartheid no Brasil. | Mamapress

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